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O Hospital Regional (HR) de Três Lagoas se posicionou sobre a morte de Anna Júlia, de sete anos, registrada no último domingo (25). A criança deu entrada à unidade em estado grave, conforme nota, e faleceu após sofrer uma parada cardiorrespiratória. (Confira posicionamento mais abaixo).
O caso foi publicado pela mãe da criança, Glau Alves, nas redes sociais onde ela indica que houve negligência por parte do HR. No relato, Glau disse que chegou com a filha no hospital perto das 17h de sábado e a mesma foi encaminhada, imediatamente, ao setor de alerta vermelho da unidade e, posteriormente, à UTI.
De acordo com Glau, a filha apresentava falta de ar e foi administrado corticoide para aliviar os sintomas, porém, exames mostraram que a criança estava, também, com um quadro de diabetes alta, doença que, até então, a mãe não sabia existir na filha.
Em um trecho da publicação (confira na íntegra ao final da matéria), Glau relata que foi tratada com descaso pelas pediatras que atenderam a filha e que uma das médicas chegou a dizer que, se a criança estava com diabetes, não poderia ser medicada com corticoide, pois o medicamento poderia matar a criança, por te alto teor de açúcar.
No dia seguinte, após Anna Júlia passar mal durante a madrugada, com hipotermia, espasmos e delírio, conforme relato de Glau, uma médica que assumiu o plantão, entubou a criança, momento em que a mesma teve uma parada cardiorrespiratória.
“Tirou (a médica) eu e a minha mãe praticamente a força da sala e disse que tinha que entubar a minha filha, pois era necessário, sem pedir autorização ….No procedimento sedaram a Anna…. Mataram a minha filha. Eu vou morrer em busca de Justiça”, diz um trecho do relato.
HR se posiciona
Em nota, a direção do Hospital Regional Costa Leste Magid Thomé lamentou o falecimento da paciente Anna Júlia e disse que se solidariza com familiares e amigos.
Conforme o Hospital, a paciente mencionada foi admitida pelo Pronto Socorro no dia 24 de junho, às 16h40, em condição grave, tendo sido realizado atendimento adequado para a estabilização e internação na UTI Pediátrica.
O HR disse ainda que a paciente apresentou complicações no seu quadro sendo necessário aplicar medidas invasivas de suporte à vida. “Infelizmente a paciente manifestou parada cardiorrespiratória, sendo realizadas, exaustivamente, manobras de Reanimação Cardiopulmonar, sem sucesso”, diz um trecho da nota.
O HR informou ainda que o registro de óbito foi liberado à família com informações atualizadas do quadro da criança e que a direção da unidade realizará uma análise junto às equipes técnicas das áreas de Saúde e Jurídica, e, havendo comprovação de possível conduta contestável por parte das médicas que atenderam Anna Júlia, providencias administrativas serão tomadas.
Confira relato da mãe na íntegra:
Por Gisele Mendes – 29/o6/23