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O promotor de Justiça, Moisés Casaroto, disse hoje (19), durante sessão da Câmara de Três Lagoas, como ocupante do espaço dedicado a manifestações de autoridades, que é preciso aumentar a taxa de distanciamento social e o fim das aglomerações para evitar o aumento do número de pessoas contaminadas pelo novo coronavírus na cidade.
Casaroto afirmou que o comitê de enfrentamento à Covid-19, do qual é membro, não quer a decretação de paralisação total das atividades comerciais e da circulação de pessoas, conhecida por lockdown.
O alerta foi feito por conta do aumento da circulação de pessoas nas ruas e aglomerações, nas últimas duas semanas, conjugadas com o registro de mais exames positivos de Covid-19. Nesta segunda-feira (18) a cidade chegou a 108 casos.
Casaroto negou que o decreto que estabelece o distanciamento social na cidade não proíbe a realização de festas em residências. “O que [o decreto] proíbe é que uma casa, por exemplo, seja usada como local de festas e, com isso, cause aglomerações”, disse.
“Nossa luta é combater o coronavírus, com as autoridades, a sociedade civil e a população para evitar que nosso sistema de saúde entre em colapso”, disse.
A participação ocorreu por meio da internet.
A decretação de lockdown é decisão exclusiva da Prefeitura de Três Lagoas. O governo municipal emitiu uma nota sobre o assunto e nega estudo sobre a medida.
Veja a íntegra da nota:
“Todas as medidas que a Prefeitura de Três Lagoas vem tomando estão em conformidade com as decisões do Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus, que se reúne toda semana, levando sempre em conta a economia e a saúde da população. Três Lagoas, atualmente, vive uma situação controlada quanto a ocupação de leitos em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) – dos 10 leitos públicos para Covid-19, nenhum encontra-se ocupado – por isso, não estuda a possibilidade de lockdown, levando em conta, também, que dos 108 casos testados como positivos, 64 já estão recuperados da doença. Os dados são do último Boletim Epidemiológico divulgado na segunda-feira (18).
Porém, lidamos com um vírus de rápido e fácil transmissão e, por isso, as avaliações são feitas diariamente e todas as medidas são tomadas em conformidade com o aumento de casos, isolamento social, respeito às regras estabelecidas e em conjunto ao Comitê que, se por ventura avaliar um colapso na saúde, medidas mais rígidas podem ser tomadas.”

´Moisés Casaroto participou da sessão desta terça por meio da internet (Foto: Reprodução)