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Abelha nativa do Brasil é a nova esperança para combater o mosquito da dengue - Difusora FM 99.5

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Abelha nativa do Brasil é a nova esperança para combater o mosquito da dengue

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), Universidade de Brasília (UnB) e de duas startups de biotecnologia de Ribeirão Preto (SP) encontraram na própolis da abelha mandaçaia (Melipona quadrifasciata), espécie nativa sem ferrão, um composto capaz de matar larvas do mosquito Aedes aegypti.

O mosquito Aedes aegypti é o principal vetor dos vírus da dengue, o vírus causador da febre chikungunya e o Zika vírus.

A descoberta foi divulgada em um artigo na revista Rapid Communications in Mass Spectrometry, e traz uma nova esperança para o combate ao mosquito causador da dengue e de outras arboviroses. Até o momento, já são mais de 1,5 milhão de casos prováveis de dengue no Brasil em 2025, com 1.516 mortes confirmadas, segundo o Ministério da Saúde.

Substância com potente ação larvicida contra o Aedes aegypti

A substância responsável por essa ação é obtida pelas abelhas a partir da resina de pinheiros e se modifica com enzimas da saliva do inseto. E a pesquisa mostrou que o geoprópolis produzido por essa abelha teve uma eficácia notável: foi capaz de eliminar 90% das larvas do mosquito Aedes aegypti em 24 horas e 100% em 48 horas.

Esse resultado excepcional aponta para um potencial imenso como alternativa aos larvicidas sintéticos atualmente em uso.

A mandaçaia, cujo nome na língua tupi significa “vigia bonita”, é uma abelha de fácil cultivo e que não oferece risco de picadas.

Em comparação, o própolis tradicional, produzido pela abelha-europeia (Apis mellifera), demonstrou uma atividade muito baixa contra as larvas do Aedes aegypti. Os pesquisadores também analisaram o própolis de outras abelhas nativas sem ferrão, como a borá (Tetragona clavipes), a mirim (Plebeia droryana) e a jataí (Tetragonisca angustula), mas apenas o da mandaçaia apresentou alta eficácia larvicida.

E os pesquisadores foram além… eles fizeram análises computacionais avançadas para identificar qual componente da geoprópolis era o responsável por essa ação tão eficaz. Os resultados indicaram que tal componente é um diterpeno, um composto químico orgânico natural.

O diterpeno está presente, entre outros, na resina de pinus (Pinus elliottii), uma árvore que é frequentemente visitada pelas abelhas mandaçaias.

Os desafios para produção do composto

Apesar da descoberta, há um desafio prático a ser considerado: o volume de geoprópolis produzido pelas abelhas mandaçaias é relativamente baixo. Essa escassez inviabiliza o uso da substância em larga escala para o controle do mosquito Aedes aegypti.

Contudo, os pesquisadores já estão procurando uma solução promissora para essa questão. A resina de pinus é uma matéria-prima produzida em grande escala por indústrias, então poderia-se submeter a resina a processos químicos que mimetizem o que as abelhas mandaçaias fazem em seu organismo.

Ao replicar essa “transformação natural”, seria possível sintetizar moléculas com uma atividade larvicida ainda maior e em volumes industriais.

Além do que a criação de um larvicida natural seria de muita importância, pois é mais ecologicamente correto e já que os larvicidas sintéticos, embora eficazes, podem ter impactos negativos no meio ambiente.

Da redação com informações tempo.com

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