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A Prefeitura de Três Lagoas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), promoveu na sexta-feira (22), o Dia D de Prevenção e Combate à Leishmaniose Visceral, realizado na Unidade de Saúde da Família (USF) Jardim Maristela. A ação mobilizou moradores e registrou números expressivos em vacinação, exames e conscientização da população.
Foram aplicadas 175 vacinas em animais, sendo 132 em cães e 43 em gatos. Além disso, a equipe de saúde realizou 21 coletas de sangue para diagnóstico da doença e 25 microchipagens, fortalecendo o controle e o acompanhamento da saúde dos pets.
A programação incluiu ainda palestras, atividades educativas e orientações sobre posse responsável, reforçando a importância da prevenção e do cuidado contínuo com os animais.
Segundo o coordenador de Endemias, Alcides Ferreira, os resultados reforçam o impacto da mobilização:
“Em 2025, tivemos apenas um caso confirmado da doença em humanos. Mas, nos últimos três anos, os bairros com maior índice de registros foram Samambaia, Jardim Maristela, Jardim Flamboyant, Vila Verde, Acácias, Nova Americana e Paranapungá. Por isso, a participação da comunidade e a ação constante dos setores de Endemias, Vigilância em Saúde e Entomologia são fundamentais para reduzir ainda mais os riscos”, destacou.
Entre os participantes, a tutora Tânia Lopes de Almeida levou o cãozinho Neguinho, de 7 anos, para vacinação.
“Sempre trago o Neguinho no Dia D. Desta vez, vim porque a agente de saúde passou avisando da campanha. Acho muito importante, é uma forma de proteger ele e também a gente”, contou, acrescentando que também levaria a mãe do pet, a cadelinha Neguinha.
Durante a semana, a campanha passou por escolas da Rede Municipal, como a E.M. General Nelson Custódio e a E.M. Marlene de Noronha, levando informações às crianças. Desde o início de agosto, todas as USFs realizam Blitz Educativas junto aos usuários do SUS, reforçando orientações de prevenção.
A leishmaniose visceral humana (LVH) é uma doença crônica e grave que pode levar ao óbito em até 90% dos casos quando não tratada corretamente. A transmissão ocorre por meio da picada do mosquito-palha infectado, que encontra ambiente favorável em locais com acúmulo de matéria orgânica.