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A ex-vereadora Marisa Rocha – filiada ao MDB de Três Lagoas desde março deste ano – pretende concorrer a uma vaga no Legislativo da cidade nas eleições deste ano. O anúncio foi feito durante entrevista exclusiva à Difusora FM no sábado (23) – a primeira dela depois de ser libertada da cadeia, em setembro ano passado.
Marisa ficou presa por seis meses, acusada pelo Ministério Público de chefiar uma quadrilha de tráfico de drogas e de armas. A prisão ocorreu quando ela comandava a Secretaria Municipal de Esportes e estava afastada do cargo, na Câmara, a convite do prefeito Ângelo Guerreiro (PSDB).
Para a Justiça, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado – braço do Ministério Público -, autor das acusações contra Marisa, não conseguiu provar ligações dela com traficantes. O caso teria surgido em uma citação em um telefonema do nome de Marisa por uma prima dela, Tatiana Barroso Ferreira de Souza, presa com drogas em Dourados, em março do ano passado, poucos dias antes da prisão de Marisa.
Tatiana já havia sido presa em outro caso de tráfico, em outubro de 2018, e respondia ao processo em liberdade.
Marisa negou todas as acusações e disse que mantém seus direitos políticos, apesar de ter tido o mandato cassado pela Câmara de Três Lagoas em abril de 2019, em consequência de um processo em que não teria recolhido uma multa à Justiça.
“Vou lutar para voltar à Câmara. Falo, hoje, na condição de pré-candidata e sei que vou contar com apoio de meus amigos”, disse. A ex-vereadora tentará se eleger para o quinto mandato.

Marisa disse ao jornalista Valdecir Cremon que tentará novo mandato na Câmara (Foto: Reprodução)