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O 2º Batalhão da Polícia Militar tem intensificado suas ações de prevenção e conscientização na comunidade, abordando temas como a formação de jovens cidadãos, os perigos do uso de pipas com cerol e linha chilena, e o combate ao uso de drogas, com um foco especial nos cigarros eletrônicos. As iniciativas visam proteger a população e construir um futuro mais seguro para as novas gerações. O Subtenente Jeferson, coordenador da Patrulha Mirim, destacou em entrevista à Jovem Pan Três Lagoas a importância desses trabalhos para a sociedade local.
Por Henrique Ferian
Um dos pilares da atuação preventiva da Polícia Militar em Três Lagoas é o programa Patrulha Mirim. Fruto de uma parceria entre a Prefeitura Municipal e o 2º Batalhão de Polícia Militar, o programa atende anualmente 60 crianças e adolescentes, divididos em duas turmas de 30 por período. A faixa etária dos participantes varia de 9 a 17 anos, um período crucial para o desenvolvimento e a formação de valores.
O Subtenente Jeferson explica que o Patrulha Mirim vai além do ensino de hierarquia e disciplina. O programa oferece uma gama de atividades que incluem esporte, oficinas lúdicas e aprendizagem em artes, buscando uma formação integral dos jovens. “É um programa de cunho onde a gente leva a informação para preparar esses adolescentes, essas crianças, para a nossa sociedade, de forma que elas possam estar inserindo em atividades positivas”, afirma o Subtenente. Ele ressalta que essa abordagem é um “fator contribuinte para a redução da criminalidade”, ao direcionar os jovens para caminhos construtivos.
O programa, que já tem uma história em Três Lagoas, foi inicialmente instituído pela Polícia Rodoviária e, posteriormente, passou a ser dirigido pelo 2º Batalhão de Polícia Militar. Desde sua criação, centenas de crianças já passaram pelo Patrulha Mirim, sendo capacitadas e preparadas para a sociedade. Muitos desses ex-patrulheiros, hoje adultos, já estão inseridos na comunidade, demonstrando que “a criminalidade não é o caminho”, como enfatiza o Subtenente Jeferson.
Três Lagoas já foi palco de fatalidades e tragédias envolvendo o uso de pipas com cerol e linha chilena. Essas linhas, aparentemente inofensivas, transformam-se em verdadeiras armas brancas quando caem nas ruas, causando acidentes graves e até óbitos. A Polícia Militar, ciente desse risco, realiza um trabalho contínuo de conscientização, especialmente em bairros com maior concentração de crianças e adolescentes, e em períodos próximos às férias escolares.
O Subtenente Jeferson destaca que o Patrulha Escolar, um braço da Polícia Militar, atua diretamente nas escolas, orientando os alunos sobre os perigos dessas linhas. “Já tivemos óbitos com essas linhas, linha chilena ou com cerol, infelizmente tirando vida de pessoas”, alerta o Subtenente. Ele enfatiza que, embora a conscientização seja um trabalho rotineiro da polícia, a responsabilidade principal recai sobre os pais. “Esse é um trabalho importante que a Polícia Militar faz, mas que tem que ser feito dentro de casa, pelo pai, pela mãe, pela família, para que essas crianças não usem nem cerol, muito menos linha chilena”, afirma.
É importante ressaltar que a venda de cerol e linha chilena é proibida em Três Lagoas, uma medida que visa coibir a prática e proteger a vida dos cidadãos. A insistência de alguns jovens e crianças em soltar pipas com essas linhas, muitas vezes com a intenção de cortar a pipa do colega, demonstra a falta de percepção do risco nocivo e prejudicial que isso representa, podendo causar danos permanentes ou até mesmo a morte.
O problema das drogas é uma realidade em Três Lagoas, e a Polícia Militar mantém um trabalho contínuo de conscientização nas escolas. Embora o programa PROERD não esteja ativo no estado atualmente, a PM tem efetivado palestras e levado informações cruciais para os jovens. O Subtenente Jeferson destaca a importância de munir os cidadãos com conhecimento para que possam tomar decisões melhores para suas vidas. “Nós acreditamos que um cidadão, uma pessoa com conhecimento, ele consegue com certeza tomar melhores decisões para sua vida”, pontua.
Um dos focos atuais da campanha de prevenção é o combate ao cigarro eletrônico e ao narguilé. O Subtenente Jeferson alerta que esses dispositivos, muitas vezes vistos como “legais” ou “descolados” entre os jovens, são, na verdade, extremamente prejudiciais. “O cigarro eletrônico, infelizmente, é muito mais prejudicial do que o cigarro convencional”, afirma. Ele explica que a indústria do fumo utiliza essências atrativas para viciar os jovens, que acabam “fisgados na nicotina do cigarro, que é o que causa dependência”.
As drogas, em geral, são nocivas ao organismo, causando danos irreparáveis a órgãos vitais como coração, pulmão, rins e cérebro, podendo levar à perda da vida em um curto espaço de tempo. A conscientização sobre esses perigos é fundamental, e a Polícia Militar reforça que a conversa entre pais e filhos é um ponto positivo a ser sempre destacado para que os jovens evitem esse mundo, que muitas vezes se torna um caminho sem volta.
A Polícia Militar de Três Lagoas, por meio de suas rondas ostensivas e preventivas, e de seu incansável trabalho de conscientização, reafirma seu compromisso com a segurança e o bem-estar da comunidade. O Subtenente Jeferson, em nome do Tenente Coronel Moreira, comandante do 2º Batalhão de Polícia Militar, agradece a oportunidade de levar informações à sociedade trêslagoense, reforçando a mensagem de que “Melhores decisões sempre trazem melhores consequências”.
Este trabalho conjunto entre a polícia, a família e a escola é fundamental para construir uma sociedade mais informada, consciente e segura, onde cada cidadão possa fazer escolhas que beneficiem a si e a todos ao seu redor.
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