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Por Henrique Ferian
Três Lagoas, MS – Servidores do Ministério Público da União (MPU) em todo o Brasil, incluindo a unidade de Três Lagoas, Mato Grosso do Sul, realiza nesta quarta-feira, 17 de setembro, uma paralisação parcial. O movimento tem como objetivo principal chamar a atenção do procurador-geral da União para a necessidade de manter a simetria salarial e de direitos com o Poder Judiciário da União, uma reivindicação que, se não atendida, pode escalar para uma greve geral por tempo indeterminado. A mobilização busca garantir a qualidade de vida dos servidores e evitar uma defasagem salarial significativa em comparação com seus pares do Judiciário.
As Razões da Mobilização: Simetria e Qualidade de Vida
A principal pauta dos servidores do MPU é a manutenção da simetria com o Poder Judiciário da União. Segundo Érico Amâncio Rocha, servidor da união lotado no Ministério Público do Trabalho (MPT) de Três Lagoas, a paralisação visa “manter a simetria junto do MPU e o junto com o Poder Judiciário da União para que se mantenha essa simetria, tendo assim a mantendo a qualidade de vida dos servidores, né, da casa.”
As informações complementares obtidas através de pesquisa corroboram que a preocupação central é a disparidade nos reajustes salariais. Enquanto o Judiciário teria um reajuste de quase 26%, o MPU tem uma previsão orçamentária de apenas 5,25% em janeiro de 2026. Essa diferença pode gerar uma quebra significativa na isonomia histórica entre as carreiras, impactando diretamente a qualidade de vida dos servidores do MPU. O SINDMPU e a FENAJUFE têm sido ativos na convocação para atos e mobilizações em defesa dessa simetria salarial e de direitos.
Alcance Nacional e Mobilização em Três Lagoas
O movimento de paralisação não é isolado e abrange todo o território nacional. No Mato Grosso do Sul, as três unidades do Ministério Público do Trabalho (MPT) – Campo Grande, Dourados e Três Lagoas – participaram ativamente. Em Três Lagoas, a mobilização ocorre na sede do Ministério Público do Trabalho, localizada na rua Paranaíba, 1937. As atividades serão paralisadas das 13h às 17h.
Consequências e Próximos Passos
A expectativa dos servidores é que a mobilização, especialmente na Esplanada dos Ministérios, em frente à Procuradoria-Geral da República, sensibilize o procurador-geral. Caso as demandas não sejam atendidas e a quebra de simetria não seja revertida, Érico Amâncio Rocha alerta para a possibilidade de uma “greve geral, sem data para término”. Isso demonstra a seriedade da situação e a determinação dos servidores em lutar por seus direitos e pela manutenção da paridade com o Poder Judiciário. A paralisação desta quarta-feira serve como um aviso e um chamado à atenção para a administração do MPU sobre a insatisfação da categoria e a urgência em resolver a questão da simetria salarial e de direitos.
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