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Evento destaca a importância da denúncia e capacitação de profissionais do transporte como agentes protetores.
Por Henrique Ferian
Três Lagoas sediará, nas dependências do SEST/SENAT, um importante painel de enfrentamento ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. O evento, intitulado “Primeiro Painel Projeto Proteção de Enfrentamento ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”, acontecerá nesta quinta feira a partir das 9h e reunirá especialistas e representantes de órgãos de segurança para discutir a temática e mobilizar a sociedade. Luciano Correlo, coordenador de promoção social do SESI, e Jorge Fachini, técnico de radiologia e membro do projeto Proteção do SEST/SENAT, estiveram em entrevista para detalhar a iniciativa e a relevância do tema.
O Projeto Proteção: Uma Luta que Começou em 2016
Jorge Fachini explicou que o Projeto Proteção nasceu em 2016 e, em 2017, firmou uma parceria técnica com childhood Brasil. Desde então, o projeto tem realizado ações de mobilização e conscientização para o enfrentamento do abuso e exploração sexual. Ele ressaltou a gravidade do problema, citando dados do anuário de segurança pública do ano passado, que registraram mais de 66.000 casos, dos quais apenas 8,5% foram denunciados. “Sabemos que é um problema que vitimiza bastante crianças e adolescentes”, afirmou. O objetivo principal do projeto é transformar profissionais do transporte em agentes protetores, incentivando a denúncia e a vigilância constante.
A Importância da Denúncia e os Canais Disponíveis
Ambos os entrevistados enfatizaram a crucial importância da denúncia como ferramenta de proteção. Luciano Correlo destacou que “criança tem que ser criança” e que é fundamental falar sobre o assunto sempre. Fachini complementou, lembrando que, por lei, todo cidadão é obrigado a denunciar casos de abuso e exploração. Ele detalhou os canais de denúncia:
Disque 100: Para denúncias anônimas e gratuitas.
WhatsApp do Disque 100:(61) 99611-0000.
Polícia Militar:190, em casos de flagrante ou testemunho presencial.
Polícia Rodoviária Federal: 191, especialmente relevante para motoristas que presenciam situações nas rodovias.
Safernet (denuncie.org.br)Para casos que ocorrem online, onde agressores se aproximam de crianças e adolescentes nas redes sociais.
Fachini também abordou a desmistificação da denúncia, explicando que muitas vezes profissionais hesitam em denunciar por medo de implicações jurídicas. Ele reforçou que o Disque 100 garante o anonimato e que “quando você denuncia, você cuida, você defende, você protege a vida dessa criança, desse adolescente.”
O Painel: Detalhes do Evento e Público-Alvo
O painel, que acontecerá amanhã no auditório do SEST/SENAT em Três Lagoas, é aberto a toda a sociedade, não sendo exclusivo para a área de transporte. Luciano Correlo estendeu o convite a enfermeiros, educadores, gerentes de empresas de transporte e comércio, e a todos que tiverem interesse no tema. “É importante que a sociedade participe”, enfatizou.
O evento contará com a presença de:
Sidney Ferreira Ribeiro Júnior: Analista e psicólogo do Ministério Público de Três Lagoas, que fará a palestra principal sobre o enfrentamento da exploração sexual.
Representantes do Ministério Público: Para discutir a atuação do órgão.
Polícia Rodoviária Federal: Que apresentará o “Mapear”, um mapa que detalha situações de exploração de crianças, e que será atualizado a partir de novembro.
Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM): A delegada Sayara fará uma fala sobre o atendimento da delegacia da mulher e da criança, detalhando as ações realizadas.
O painel terá um formato conciso, das 9h às 10h30, para permitir a participação de pessoas que estão trabalhando. O objetivo é que os participantes saiam com “informação diferenciada”, como destacou Luciano Correlo. O SESI/SENAT de Três Lagoas é uma unidade protetora, o que reforça o compromisso da instituição com a causa.
Uma Rede de Proteção para a Infância e Adolescência
“A ideia nossa é trazer que a sociedade seja um agente protetor”, resumiu Luciano. O engajamento dos motoristas, que já são capacitados pelo projeto, serve de exemplo para a mobilização de toda a comunidade. Fachini reforçou o apelo: “É um problema grave na nossa sociedade e desde que a gente se una para estar criando uma rede de proteção, a gente vai salvar aí a infância e adolescência de várias crianças e adolescentes na nossa cidade, na nossa região.” A mensagem final é clara: a denúncia é fundamental, sigilosa e gratuita, e cada cidadão tem um papel crucial na proteção de crianças e adolescentes contra o abuso e a exploração sexual.
Confira a entrevista: