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Primeira sessão ordinária do ano marca retorno oficial do Legislativo, mas registra pouca presença popular, ausência de pautas relevantes no grande expediente e protagonismo isolado
Por Henrique Ferian
A Câmara Municipal de Três Lagoas retomou oficialmente, nesta terça feira dia 10 de fevereiro, os trabalhos legislativos de 2026. A primeira sessão ordinária do ano, que tradicionalmente simboliza o reinício das discussões políticas e a apresentação das prioridades parlamentares, foi marcada por um plenário esvaziado, presença majoritária de assessores parlamentares e uma população ausente, que mais uma vez demonstrou pouco interesse em acompanhar os trabalhos quando não há pautas consideradas “quentes” ou de forte apelo público.
A cena se repetiu: cadeiras vazias nas galerias, poucos cidadãos acompanhando presencialmente e um ambiente que contrastou com o discurso recorrente de que a Câmara é a “Casa do Povo”. A baixa participação popular reforça um comportamento já conhecido no Legislativo municipal — o comparecimento da população costuma ocorrer apenas quando projetos polêmicos, temas sensíveis ou embates políticos entram em pauta.
Sessão protocolar e grande expediente sem movimentação
Apesar do simbolismo da data, o grande expediente, espaço destinado a indicações, requerimentos e posicionamentos mais contundentes dos vereadores, transcorreu de forma protocolar e sem grandes movimentações por parte de vários parlamentares.
Chamou atenção a ausência de indicações e requerimentos apresentados pelos vereadores Professor Pedrinho Jr, Davis Martinelli, Fernando Jurado, Mario Grespan e pelo próprio presidente da Casa, Tonhão. Nenhum dos citados utilizou o espaço para apresentar propostas formais, cobranças diretas ao Executivo ou pautas estruturantes que sinalizassem prioridades claras para o início do ano legislativo.
O silêncio desses vereadores no grande expediente depois de um grande periodo de férias ou melhor sem sessões do legislativo e como gostam de dizer “nossos gabinetes não param ou meu telefone fica 24h a disposição da população” tomara que tenha sido fato isolado até porque as sessões ocorrem uma vez na semana normalmente. A cidade não para e o enfrentamento de temas estruturais que mobilizem o debate público não podem cessar.
Denúncia sobre deslocamento de moradores em situação de rua
Durante a fala do vereador Sargento Rodrigues, o vereador Davis Martinelli trouxe à tribuna uma denúncia que acrescentou tensão ao debate e rompeu momentaneamente o tom protocolar dos trabalhos. Segundo o parlamentar, há indícios de que o prefeito do município de Inocência teria promovido o deslocamento de moradores em situação de rua para Três Lagoas, deixando-os nas imediações do Centro Pop.
De acordo com Davis Martinelli, a situação foi formalizada por meio de Boletim de Ocorrência, e o prefeito de Três Lagoas foi imediatamente comunicado sobre o caso. Ainda conforme relatado em plenário, e que irá levar o assunto ao Ministério Público, para que os fatos sejam apurados e eventuais responsabilidades sejam identificadas.
Discursos dispersos e pautas pontuais
Durante a sessão, alguns vereadores apresentaram falas voltadas a demandas específicas de bairros, questões administrativas e debates já recorrentes, como manutenção urbana, serviços públicos e políticas sociais. No entanto, as manifestações ocorreram de forma fragmentada, sem convergir para um eixo central que caracterizasse o início de um novo ciclo legislativo com direção clara.
Mesmo com críticas pontuais e cobranças ao Executivo, o tom predominante foi de manutenção do discurso, sem novidades substanciais ou projetos capazes de provocar maior engajamento da sociedade.