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A presidente do Partido Liberal (PL) em Três Lagoas, Mara Belchior, afirmou em entrevista ao Jornal da Manhã da Jovem Pan Três Lagoas, nesta sexta-feira (6), que o partido trabalha para lançar candidaturas próprias da região nas eleições de 2026, com o objetivo de garantir representatividade política para a Costa Leste de Mato Grosso do Sul. Durante a conversa, ela também comentou a disputa interna por vagas ao Senado, o fortalecimento do PL no estado, a possibilidade de novos filiados durante a janela partidária e confirmou que o ex-prefeito Ângelo Guerreiro foi convidado para ingressar na legenda.
Logo no início da entrevista, Mara explicou que o partido passou por uma reorganização administrativa em todo o estado. Segundo ela, os diretórios municipais haviam sido suspensos e agora voltam a funcionar por meio de comissões provisórias.
“Nós tínhamos os 79 municípios do Mato Grosso do Sul com as diretorias suspensas e agora em março retornamos com a comissão provisória até maio. Depois devem ser agregados outros membros”, afirmou.
Segundo a dirigente, a prioridade do partido neste momento é estruturar candidaturas competitivas para as eleições de 2026, especialmente com nomes da própria região.
“Eu gostaria que o cenário fosse esse: ter um candidato estadual e um federal representando Três Lagoas e a Costa Leste. Já existem tratativas e algumas pessoas vieram me procurar”, disse.
De acordo com Mara Belchior, três possíveis nomes já estão em conversa com o partido, mas a definição final depende da executiva estadual do PL.
“Algumas pessoas me procuraram, mas eu tenho que reportar ao presidente estadual para que eles acertem esses detalhes. Eu torço para que dê certo e que a gente venha com um nome forte aqui para o município e para a região.”
A dirigente também destacou que a janela partidária, aberta no dia 5 de março e que segue até 3 de abril, pode provocar mudanças importantes no cenário político estadual, com a possível migração de parlamentares de outras siglas.
“Estamos esperando mudanças de alguns parlamentares que hoje fazem parte de outros partidos e podem ingressar no PL. Depois disso é que os rumos serão definidos.”
Outro tema abordado foi a disputa interna no partido pelas duas vagas ao Senado em Mato Grosso do Sul, que hoje envolve nomes como o ex-governador Reinaldo Azambuja, o deputado federal Marcos Pollon, o deputado Capitão Contar e outras lideranças da direita no estado.
Para Mara, a escolha dos candidatos deve ocorrer com base no desempenho nas pesquisas eleitorais.
“São duas vagas e nós temos quatro candidatos fortes. Eu acredito que tem que ir para convenção e ser escolhido quem estiver melhor nas pesquisas e tiver mais chance de ganhar.”
Ela afirmou que levantamentos iniciais mostram um cenário equilibrado.
“As primeiras pesquisas mostram três nomes empatados: o Trad, o Reinaldo e o Contar. Ainda tem muita gente que não definiu voto.”
A dirigente também comentou os ruídos políticos envolvendo declarações diferentes de integrantes da família Bolsonaro sobre a disputa no estado.
“Às vezes o que chega para o presidente não é exatamente o que está acontecendo aqui fora. Mas depois a gente vê o Flávio Bolsonaro se alinhando novamente com o Reinaldo e tentando apaziguar essa situação.”
Na avaliação da presidente municipal do PL, a chegada do ex-governador Reinaldo Azambuja à presidência estadual do partido fortaleceu a legenda em Mato Grosso do Sul.
“Queira ou não, temos que reconhecer a força política do Reinaldo. O que ele fez dentro do PSDB estruturando municípios poucos fizeram”, afirmou.
Ela também rebateu críticas de setores da direita que resistem à presença do ex-governador no partido.
“Muita gente fala que a direita não vota no Reinaldo Azambuja, mas eu converso com pessoas do setor da pecuária e tem muita gente que vota sim nele.”
Durante a entrevista, Mara também chamou atenção para um problema recorrente em Três Lagoas durante os períodos eleitorais: a presença de candidatos de fora da região que acabam levando votos da cidade, reduzindo as chances de eleger representantes locais.
“Chega o período eleitoral e aparecem os paraquedistas. Eles pegam votos aqui e depois a cidade fica sem representatividade”, afirmou.
Para ela, o eleitor precisa observar melhor quais parlamentares realmente ajudam o município.
“Às vezes a gente nem sabe quem são os deputados que recebem votos daqui. Por isso é importante acompanhar quem realmente traz emendas para a cidade.”
A dirigente citou inclusive a necessidade de maior transparência sobre os recursos destinados ao município.
“Eu pedi para que as emendas da saúde sejam publicadas para que a população possa acompanhar quem realmente está ajudando Três Lagoas.”
Entre as prioridades citadas por Mara Belchior para o município estão investimentos na área da saúde, que poderiam ser viabilizados por meio de emendas parlamentares.
Um dos projetos defendidos por ela é a implantação de um CAPS III em Três Lagoas, estrutura voltada para atendimento intensivo em saúde mental.
“Hoje praticamente só Paranaíba recebe pacientes que precisam desse tipo de internação. Três Lagoas e Dourados precisam dessa estrutura.”
Ela também citou a necessidade de ampliar a capacidade de atendimento oncológico na região.
“Existe uma grande dificuldade nas cirurgias de câncer de cabeça e pescoço. Hoje tudo vai para Campo Grande, que já não está conseguindo absorver toda essa demanda.”
Outra reivindicação mencionada foi a compra de um novo mamógrafo para o município.
“O nosso mamógrafo vive estragando e seria importante conseguir uma emenda para adquirir um equipamento novo.”
Questionada sobre o cenário político local, Mara confirmou que o ex-prefeito de Três Lagoas, Ângelo Guerreiro, foi convidado para se filiar ao PL, o que poderia abrir caminho para uma candidatura a deputado estadual.
“As portas foram abertas e ele foi chamado. Ele será bem-vindo se decidir vir”, afirmou.
Segundo ela, a decisão agora depende exclusivamente do próprio ex-prefeito.
“Agora ele que precisa colocar os prós e os contras na balança e ver o que é melhor para ele.”
A dirigente também defendeu que o PL ampliou seu campo político e hoje busca dialogar com diferentes perfis dentro da direita.
“Hoje o PL não pode mais ser visto como um partido apenas de extrema direita. O partido está aberto para candidatos que tenham voto.”
Por fim, Mara Belchior destacou que a meta eleitoral do partido no estado é ambiciosa para as eleições de 2026. Segundo ela, a direção estadual trabalha com o objetivo de eleger dois senadores, três deputados federais e até seis deputados estaduais.
“Para alcançar isso precisamos colocar nomes fortes, porque se colocar candidatos fracos o coeficiente eleitoral cai”, explicou.
A presidente municipal também confirmou que sua permanência à frente do partido em Três Lagoas é provisória e vai até maio.
“Eu sigo como presidente até o dia 11 de maio. Depois pode haver mudanças, vai depender das conversas dentro do partido.”
Mesmo com as indefinições políticas naturais do período pré-eleitoral, Mara afirma que o partido deve chegar fortalecido à disputa.
“O PL deve ir forte para as eleições e com boas chances de ampliar sua representatividade no Mato Grosso do Sul e também em Brasília.”
Confira a Entrevista: