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Denúncias de assédio e perseguição contra professor de Educação Física mobilizam dezenas de vítimas. Boletim de Ocorrência já foi registrado do caso. Se voce foi vítima faça sua denúncia à DAM de Três Lagoas via WhatsApp: (67) 3521-9056 não se cale.
Por Henrique Ferian
Três Lagoas, MS – Um caso chocante de assédio e perseguição envolvendo um professor de Educação Física, identificado como Paulo, está vindo à tona em Três Lagoas e cidades vizinhas, como Inocência e Paranaíba. A denúncia inicial partiu de Iasmin Lins, que, após ser importunada pelo agressor via Instagram, decidiu tornar pública a situação, desencadeando uma onda de relatos de dezenas de outras vítimas, incluindo menores de idade.
O Início da Perseguição e a Coragem de Denunciar
Iasmin Lins, em entrevista à Jovem Pan Três Lagoas, detalhou como o professor Paulo a abordou inicialmente de forma aparentemente educada, curtindo suas fotos e se apresentando como educador. No entanto, a conversa rapidamente escalou para um interrogatório invasivo, com perguntas sobre sua vida pessoal, onde morava e com quem. A insistência do professor, mesmo após Iasmin expressar desconforto e mencionar sua vida particular, revelou um padrão de comportamento obsessivo.
“Ele começou a fazer diversas perguntas, diversas… eu falei que eu sou limitada, pois eu estou usando tornozeleira, eu tenho horário para sair, aí começou a perguntar sem parar, por que que eu estou usando a tornozeleira, o que que eu fiz… e mesmo assim, ele continuava insistindo de todas as formas, com várias perguntas, frequentemente mesmo, sem parar, com muita frequência”, relatou Iasmin. A situação se tornou ainda mais alarmante quando, ao ser rejeitado, o professor reagiu com agressividade, proferindo insultos e ameaças, chegando a dizer que a processaria e a destruiria.
A Revelação de um Padrão de Abuso
A decisão de Iasmin de postar a história em suas redes sociais, inicialmente sem revelar a identidade do agressor, serviu como um catalisador. A repercussão foi imediata e avassaladora. “Foi chegando muita solicitação de mensagem, pedido de contato por mensagem, começando a me seguir… eu fui abrindo as mensagens e aí, era só relatos de abusador mesmo”, contou Iasmin. Os depoimentos revelaram um modus operandi perturbador do professor:
Falhas Institucionais e a Luta por Justiça
O mais alarmante é a aparente inação das instituições. A delegada responsável pelo caso informou a Iasmin que Paulo já possuía boletins de ocorrência por perseguição e importunação. Apesar disso, ele continuava atuando em escolas, inclusive em Inocência, na escola Escola Estadual Professor João Pereira Valim (JPV), localizada no Jardim Bom Jesus em Inocência – MS, atende ao Ensino Fundamental e Médio. “As denúncias foram feitas nas escolas para a direção e ele continuou dando aula”, afirmou Iasmin, destacando que até mesmo professores tentaram alertar a direção, mas foram ignorados.
“Será que eles vão continuar contratando gente pra cuidar das crianças desse nível, com essa capacidade, correndo um risco desse, porque é um risco enorme?”, questionou Iasmin, levantando a preocupação sobre a segurança de crianças e adolescentes sob a tutela de um indivíduo com tal histórico.
A Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) de Três Lagoas está investigando o caso um boletim de ocorrencia foi feito, e Iasmin Lins expressou sua determinação em ir até o fim, incentivando outras mulheres a denunciar. “Eu não vou parar, eu vou continuar. E quanto mais tiver chegando denúncia, mais eu vou fazer barulho naquele Instagram… Pode procurar a Delegacia e registrar o boletim de ocorrência também, porque não precisa ter medo, não precisa ter vergonha, não precisa ter nada disso”, declarou.
O caso de Paulo ressalta a urgência de uma resposta mais eficaz das autoridades e instituições de ensino para proteger as vítimas e responsabilizar os agressores, especialmente quando se trata de profissionais que lidam diretamente com crianças e adolescentes. A união das mulheres na denúncia é um passo crucial para combater a impunidade e garantir que “essa pessoa [seja retirada] de circulação, para não conviver entre a gente, porque se não for parada, ele vai continuar.”
Confira a Entrevista: