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Imposto de Renda 2026 exige atenção: prazo vai até 29 de maio e Receita deve ampliar fiscalização

O prazo para a entrega da Declaração do Imposto de Renda 2026 já está em andamento e segue até o dia 29 de maio. Durante entrevista ao Jornal da Manhã Três Lagoas, o contador André Luiz Falcão esclareceu os principais pontos da declaração, destacou mudanças para este ano e fez alertas importantes sobre erros, golpes e o aumento da fiscalização por parte da Receita Federal.

Por Henrique Ferian

A declaração deste ano tem como base o ano-calendário 2025, ou seja, tudo o que o contribuinte movimentou financeiramente ao longo do ano passado deve ser informado. Está obrigado a declarar quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584, quem teve rendimentos totais superiores a R$ 200 mil, quem possui bens acima de R$ 800 mil ou ainda quem passou a ser residente no Brasil em 2025, após período vivendo no exterior.

Um dos pontos que mais geram dúvidas é justamente a movimentação de dinheiro, principalmente valores vindos de fora do país. Segundo o contador, quem mora no exterior e envia recursos não precisa declarar no Brasil, mas quem recebe esses valores precisa informar corretamente a origem, especialmente se ultrapassar os limites de obrigatoriedade. O mesmo vale para outras entradas financeiras, como heranças, ganhos com apostas esportivas (bets) ou qualquer outro valor relevante. “Se é obrigado a declarar, precisa justificar de onde veio o dinheiro”, explicou.

Entre as novidades deste ano está o uso mais amplo da chamada declaração pré-preenchida, que traz automaticamente dados enviados por empresas e instituições financeiras à Receita Federal. No entanto, Falcão alerta que isso não significa que a declaração esteja pronta. “São apenas informações básicas. Muitos dados não aparecem e precisam ser complementados. É preciso revisar tudo com atenção”, destacou.

Outra mudança importante está no calendário de restituições. Em 2026, a Receita Federal reduziu de cinco para quatro lotes de pagamento, que começam no final de maio e seguem até agosto, sempre no último dia útil de cada mês. A lógica continua a mesma: quem entrega primeiro, recebe primeiro, além das prioridades legais, como idosos, pessoas com doenças graves ou deficiência.

O especialista também chamou atenção para um comportamento comum entre os brasileiros: deixar a declaração para a última hora. Além do risco de instabilidade no sistema, a pressa aumenta a chance de erros. E é justamente aí que mora o perigo. Informações incorretas podem levar o contribuinte à malha fina, situação em que a Receita retém a declaração para verificação. Caso haja inconsistências, o contribuinte pode perder restituições ou até ter que pagar valores adicionais, especialmente quando não consegue comprovar despesas informadas, como gastos médicos.

Mesmo após o envio, ainda é possível corrigir erros por meio da retificação, desde que isso ocorra antes do processamento da Receita. Depois disso, a situação se torna mais complexa e pode gerar transtornos.

Para aposentados e pensionistas, a regra de obrigatoriedade é a mesma, mas existe um diferencial: pessoas com mais de 65 anos possuem uma parcela adicional de isenção sobre os rendimentos da aposentadoria, o que pode reduzir o valor tributável.

Outro ponto importante abordado na entrevista são os investimentos. Mesmo que o dinheiro continue aplicado, ele deve ser declarado. Aplicações como CDB, ações ou outros produtos financeiros precisam constar na declaração para garantir a origem do patrimônio. Em muitos casos, o imposto já é descontado automaticamente, sendo necessário apenas informar os valores. “Mesmo quantias pequenas devem ser declaradas para evitar problemas futuros”, orientou.

O cenário também indica um aumento no rigor da fiscalização. Segundo Falcão, a Receita Federal deve intensificar o cruzamento de dados, utilizando o CPF como base para monitorar movimentações financeiras. Ganhos com apostas, transações via Pix e outras operações devem entrar cada vez mais no radar. “O cerco vai apertar. A tendência é de mais controle e mais exigência nos próximos anos”, afirmou.

Além das questões técnicas, o contador fez um alerta importante sobre golpes. Criminosos têm utilizado o nome da Receita Federal para enganar contribuintes com mensagens falsas de cobrança. Ele reforça que a Receita não envia boletos, não faz cobranças por WhatsApp, e-mail ou telefone. Qualquer comunicação oficial ocorre exclusivamente pela caixa postal dentro do portal da Receita Federal. “Recebeu mensagem com cobrança ou link para clicar, desconfie. Pode ser golpe”, alertou.

Falcão orienta que, na dúvida, o melhor caminho é procurar um profissional qualificado. Segundo ele, muitas pessoas tentam fazer a declaração por conta própria e acabam cometendo erros que poderiam ser evitados. Além disso, há casos em que o contribuinte nem é obrigado a declarar, mas pode ter valores a restituir — e só descobre isso ao fazer a declaração corretamente.

Outro alerta importante é evitar pessoas sem qualificação técnica. “Quem não é contador não tem responsabilidade sobre o que faz. Se der problema, você fica sozinho para resolver”, destacou.

Com o prazo já em andamento, a recomendação é clara: não deixar para a última hora, reunir todos os documentos com antecedência e garantir que as informações estejam corretas. Isso evita dor de cabeça e pode até garantir dinheiro de volta no bolso.

Confira a entrevista:

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