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Por AUGUSTA RUFINO
Exibição gratuita do filme promove debate sobre abuso emocional, dependência afetiva e os sinais invisíveis da violência doméstica
A violência contra a mulher, muitas vezes invisível e silenciosa, foi tema de destaque no programa Tarde da Pan desta quarta-feira (15). A palestrante, psicanalista e representante do Instituto Fazendo a Diferença, Gislaine Marino, acompanhada da psicanalista e maquiadora Priscila Rodrigues participaram da entrevista e alertaram para sinais iniciais de relacionamentos abusivos.
Segundo as especialistas, a violência nem sempre começa com agressões físicas. “Na maioria das vezes, ela começa com controle, críticas e limitações à liberdade da mulher, como a forma de se vestir ou de se expressar”, explicou Gislaine.
Ela destacou que fatores culturais e sociais contribuem para que muitas mulheres permaneçam em relações abusivas. “Existe uma construção que faz com que a mulher normalize esse comportamento, muitas vezes desde a infância”, afirmou.
Priscila Rodrigues complementou que a dependência emocional e a pressão para manter a família unida também dificultam o rompimento. “Muitas permanecem por acreditar que precisam sustentar aquele relacionamento, especialmente por causa dos filhos”, disse.
Durante a entrevista, foi anunciada a exibição gratuita do filme A Escolha de Ficar, que aborda justamente essa realidade. A sessão acontece nesta sexta-feira (17), às 19h30, na Igreja Peniel, em Três Lagoas.
A iniciativa conta com apoio do Instituto Fazendo a Diferença e tem como objetivo promover conscientização e incentivar o debate sobre o tema. A capacidade do evento é de 500 pessoas, e a participação pode ser garantida por meio de inscrição online.
As entrevistadas reforçaram a importância do apoio social, familiar e institucional para ajudar vítimas a romper o ciclo da violência. “O primeiro passo é acolher, sem julgamento. Muitas mulheres se sentem sozinhas e têm vergonha de falar”, destacaram.
A ação busca ampliar o olhar da sociedade sobre o problema e estimular mudanças de comportamento, tanto das vítimas quanto de quem convive com essas situações.