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Por AUGUSTA RUFINO
A segurança das barragens e a preparação para situações emergenciais estiveram no centro das discussões do 1º Workshop de Integração entre o Plano de Ação de Emergência (PAE) e os Planos de Contingência Municipais (PLANCON), promovido pela CTG Brasil na Usina Hidrelétrica (UHE) Jupiá, em Três Lagoas.
O encontro, realizado na quinta-feira (14), reuniu representantes das Defesas Civis de municípios que fazem parte das Zonas de Autossalvamento (ZAS) e Zonas de Segurança Secundária (ZSS) da usina, como Três Lagoas, Brasilândia, Castilho, Paulicéia e Panorama.
Durante entrevista concedida no workshop, o gerente de engenharia civil e segurança de barragens da CTG Brasil, Pedro Nunes, destacou que o Plano de Ação de Emergência é uma medida preventiva e não está relacionado à existência de risco iminente nas barragens.
“Um aspecto muito importante que a gente deve deixar claro quando se fala de plano de ação de emergência é que ele é uma ação preventiva, não tem relação com acidente da barragem”, afirmou.
Segundo Pedro Nunes, as usinas da CTG seguem rigorosamente a legislação brasileira de segurança de barragens e passam por monitoramento constante. Ele explicou que há equipes técnicas e de engenharia atuando diariamente na supervisão e inspeção dos empreendimentos.
“As barragens da CTG são extremamente seguras. A empresa atende todos os requisitos definidos na legislação brasileira de segurança de barragens. São empreendimentos monitorados continuamente, com equipes de técnicos e engenheiros trabalhando diariamente na inspeção dessas estruturas”, ressaltou.
O gerente também explicou que o workshop teve como principal objetivo fortalecer a integração entre a empresa e os órgãos públicos responsáveis pela gestão de emergências. Segundo ele, a eficiência em uma eventual evacuação depende do alinhamento entre o PAE, coordenado pela empresa, e o PLANCON, executado pelas Defesas Civis municipais.
“No processo de emergência, a evacuação é responsabilidade da Defesa Civil. Para que tudo aconteça de forma rápida, organizada e eficiente, é preciso que não haja dúvidas. Esses encontros servem justamente para melhorar a integração entre os planos e evitar desalinhamentos”, explicou.
Pedro Nunes destacou ainda que o processo é contínuo e baseado em troca de experiências entre a CTG e os órgãos de Defesa Civil.
“Nós compartilhamos informações técnicas sobre o empreendimento e, ao mesmo tempo, recebemos da Defesa Civil a experiência que eles têm em situações que envolvem evacuação de população. Estamos falando de melhorar processos e tornar o tratamento de emergência mais eficiente, simples e organizado”, completou.
Entre as medidas já implantadas pela CTG na região da UHE Jupiá estão o cadastramento da população residente na Zona de Autossalvamento, instalação de rotas de evacuação sinalizadas, sistema sonoro de emergência e realização de exercícios simulados.
Além das Defesas Civis da região, o workshop também contou com representantes das usinas hidrelétricas Usina Hidrelétrica Três Irmãos e Usina Hidrelétrica Porto Primavera.