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A Petrobras não vai divulgar nenhum dado oficial sobre a possível venda da UFN 3 enquanto estiver em andamento em um edital de propostas para a negociação da estrutura inacabada de Três Lagoas. A posição da empresa foi revelada à reportagem por e-mail.
A petrolífera aponta que oferece contrato de confidencialidade com grupos que demonstrem interesse na negociação e não revela nomes, quantidade de propostas em andamento nem valores.
O último comunicado oficial da empresa ao mercado, sobre a venda, foi publicado dia 21 de fevereiro, no site da Petrobras. Em um trecho diz: “Os potenciais compradores habilitados para essa fase receberão um memorando descritivo contendo informações mais detalhadas sobre o ativo em questão, além de instruções sobre o processo de desinvestimento, incluindo as orientações para elaboração e envio das propostas não vinculantes.”
A empresa não comenta a possibilidade de retomada de negociações com o grupo Acron, paralisada no final de 2019 sem acordo para o fornecimento de gás natural, com o fim de uma parceira da empresa russa com o governo da Bolívia – maior fornecedora de gás a empresas brasileiras.
A construção da UFN 3 começou em setembro de 2011, mas foi interrompida em dezembro de 2014, no início das investigações de corrupção por diretores da Petrobras, pela Operação Lava Jato. à época, a obra tinha cerca de 81% de seu cronograma concluídos.
Quando pronta, a unidade terá capacidade de produção de ureia e amônia de 3.600 t/dia e 2.200 t/dia, respectivamente. A conclusão da UFN 3 “será de responsabilidade do potencial comprador”, segundo nota da Petrobras

UFN 3 tem 81% de seu projeto concluído desde 2014 (Foto: imagem cedida/James Luck)
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