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O protocolo aprovado pela prefeitura de Campo Grande para tratamento e prevenção do coronavírus como a hidroxicloroquina e a ivermectina, foi criticado pelo secretário estadual de saúde, Geraldo Resende, pela falta de evidências de que os medicamentos sejam eficazes no tratamento da Covid-19.
Sem citar nomes, secretário afirmou que as pessoas que advogam em favor destes medicamentos estão muitas vezes lastreados em informações sem evidências científicas.
Conforme o protocolo da prefeitura, a ivermectina deve ser usada antes da apresentação de sintomas do novo coronavírus, mesmo sem um resultado positivo para a doença, enquanto a hidroxicloroquina seria administrada para as pessoas que estivessem nas primeiras horas dos sintomas, também sem necessidade de confirmação da Covid-19.
O secretário estadual de saúde afirmou que estudos apontam que os medicamentos não têm nenhuma eficácia no tratamento ou prevenção da doença.
Apesar disso, ele confirmou que o Estado recebeu do ministério da saúde 16 mil unidades de cloroquina, com mais de 13 mil sendo distribuídas aos hospitais e quase 3 mil ainda em estoque, para uso nos casos em que profissionais de saúde optarem pelo protocolo caso a família ou o paciente queiram.
Ele alertou ainda que a ivermectina está em falta em algumas farmácias, mas que há estoque do remédios para as Unidades de Saúde.