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Nos últimos 10 anos em Mato Grosso do Sul, 452 ciclistas morreram em acidente com motocicletas, automóveis, ônibus, caminhões e outros veículos de transporte pesado, de acordo com a Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego).
O ano com o maior número de vítimas foi em 2011, segundo a pesquisa.
Para a Abramet, a falta de infraestrutura adequada nas cidades, combinada à falta de campanhas educativas e de prevenção voltadas ao ciclista são o principal motivo do crescimento dos indicadores de vítimas.
“É preciso reconhecer que ao longo dos últimos anos houve melhorias na estrutura de algumas cidades. No entanto, essas mudanças não acompanharam a crescente demanda de pessoas que utilizam as bicicletas como meio de transporte, esporte ou lazer”, complementa o presidente da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego), Antônio Meira Júnior.
No país, de acordo com o SUS (Sistema Único de Saúde), o número de atendimentos hospitalares a ciclistas atropelados cresceu 57% entre 2010 e 2019.
Passaram de 1.024, em 2010, para 1.610, em 2019.
Em 2020, até junho, já foram pelo menos 690 internações registradas.