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A Justiça de Mato Grosso do Sul decretou a prisão preventiva do pastor de 44 anos, que esfaqueou o pescoço da mulher grávida de 28 semanas na madrugada de terça-feira (10), em Três Lagoas.
O bebê nasceu vivo, mas morreu horas depois. A vítima continua internada no Hospital Auxiliadora e segundo a nota do hospital Regiane Cales da Silva de 41 anos, apresentou melhora em seu quadro clínico e está internada em observação médica na unidade de clínica cirúrgica do hospital.
Ao manter a prisão do pastor, o juiz Rodrigo Pedrini Marcos, da 1ª Vara criminal do município, citou caso de violência doméstica cometida pelo autor no ano passado.“Verifica-se que o acusado, conforme antecedente, já vinha demonstrando a tendência de atos de violência doméstica, pois foi denunciado por ato praticado contra sua ex-companheira em fevereiro de 2019, ocasião em que disse que cortaria o pescoço da vítima, como fez no presente caso”, pontuou.
“Outrossim, causou o aborto de seu próprio filho, estando a vítima estado grave, o que demonstra que a liberdade do acusado representa risco em concreto, que não pode ser evitado por medidas cautelares menos gravosas para garantia da ordem pública”, decidiu o juiz. A decisão foi anexada ao processo sobre o caso na última sexta-feira (13).
O acusado já esteve preso por tentativa de homicídio, no passado. Em interrogatório, o homem afirmou ter esfaqueado duas pessoas no ano de 1998. Segundo revelou à polícia, na ocasião, dois homens tentaram agredi-lo e, por isso, alegou ter se defendido com uma faca, ferindo a dupla.
Pela tentativa, Jorge acabou sendo absolvido. A ficha de antecedentes criminais de Jorge ainda tem registro de violência doméstica, por ameaça, registrado no mês de junho de 2019, por sua companheira, na ocasião.