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Há um ano o Brasil registrava o primeiro caso oficial de contaminação pelo novo Coronavírus, e o que parecia algo distante de nossa realidade, foi se aproximando cada vez mais, mudou a rotina, as prioridades, afastou famílias e todos precisamos aprender o que é viver no novo normal.
Dezesseis dias depois do primeiro registro no Brasil, Mato Grosso do Sul teve seus dois primeiros casos confirmados da Covid-19 e 45 dias depois, no dia 1º de abril a temida doença chegou à Três Lagoas. O paciente, um homem de 53 anos, residente em Três Lagoas, sem histórico de viagem que foi internado no Hospital Auxiliadora, passou pelo tratamento e se curou da doença.
Neste momento existiam poucas informações sobre a Covid-19, o que se sabia naquele momento era se tratar de uma grave infecção respiratória, de rápida transmissão, e com um alto índice de mortalidade, principalmente nas pessoas pertencentes ao grupo de risco.
Em uma primeira tentativa de evitar a disseminação do vírus, diversos serviços foram suspensos, inclusive o transporte coletivo. Igrejas fecharam as portas, órgãos públicos deixaram de atender e o Campeonato Sul-Mato-Grossense, foi suspenso, inclusive funerárias recomendavam velórios mais curtos, de 2 horas, para evitar aglomeração nas cerimônias.
No dia 17 de março, o Brasil anunciava a primeira das mais de 250 mil mortes registradas nesse um ano de doença no país. Foi então, no dia 31 de março, que os sul-mato-grossenses amargaram a primeira confirmação de morte pela doença. Uma mulher de 64 anos, que morava em Batayporã, mas que havia falecido em Dourados. A vítima havia tido contado com um familiar que havia estado na Europa.
No dia 17 de abril a primeira morte em Três Lagoas foi registrada, se tratava de uma idosa de 81 anos, moradora de um asilo do município, onde outros moradores e profissionais de saúde também testaram positivo.
De lá para cá, 3.270 pessoas perderam a vida para o vírus em Mato Grosso do Sul, 77 delas em Três Lagoas, outras 6.353 três-lagoenses contrariaram a doença e apesar de muitas precisaram ficar internadas, ser intubadas e, algumas, ficaram até com seqüelas, a grande maioria dos casos venceu a Covid-19.
Desde o inicio da pandemia, mudanças aconteceram na vida dos três-lagoenses, muitos perderam seus empregos, as crianças ficaram fora das escolas, o comércio local sentiu um grande impacto, as tradicionais festas de Três Lagoas precisaram ser canceladas, bares e restaurantes ficaram fechados ao público por bastante tempo, e as pessoas precisaram se adequar ao novo normal, se reinventaram e foi neste cenário que muitos pequenos empreendedores também surgiram.
A luta contra o vírus continua, vai ficar marcada na história de todos, mas agora é possível vislumbrar uma faísca de esperança com o inicio da vacinação e o desejo em Três Lagoas e em todo o Brasil é que todos possam ser imunizados e o antigo normal possa voltar a fazer parte de nossas vidas.