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O evento, originado de uma lei municipal aprovada pela câmara e sancionada pelo Prefeito, conta com a exposição de objetos, roupas tradicionais e comidas oriundos da cultura africana. Esses artefatos compõem o tour guiado que acontece na sala de vidro da Diretoria de Cultura, iniciado no dia 18 e que seguirá até 27 de março.
O Conselho Municipal de Diversidade Sexual LGBT+, Conselho Municipal dos Direitos do Negro, em parceria com o Colegiado Setorial da Cultura Afro de Três Lagoas, Fórum Estadual das Religiões de Matrizes Africanas e Ifá do Mato Grosso do Sul, estão envolvidos juntamente com a Administração Municipal.
Segundo o professor Fontoura, “Estamos muito felizes com a semana que tem como objetivo manter viva e divulgar a cultura de matriz africana que chegou ao Brasil, na arte, na culinária e nas religiões.”
Outras atividades estão programadas para esta semana, iniciando na sexta-feira (22) na Feira Central, com rodas de capoeira e apresentações de candomblé. No sábado (23), haverá continuação das rodas de capoeira e apresentações de umbanda na Praça Ramez Tebet.
A presidente do Fórum Estadual de Religiões de Matriz Africana e IFÁ, professora Luciana, ressalta a importância da exposição em Mato Grosso do Sul, afirmando: “Não é a cultura africana, é a nossa cultura, uma mistura dos povos originários, africanos e europeus.”
Especialmente para os estudantes, crianças e jovens que participarem do tour na sala de vidro, a expectativa, segundo a professora, é impactar as novas gerações para combater a intolerância religiosa.
Edmilson Cardoso, presidente do Conselho de Diversidade Sexual LGBT+, destaca que em Três Lagoas existem mais de 100 terreiros voltados para umbanda e candomblé. Ele comenta que a exposição e o entendimento buscam dissipar a demonização que foi associada às religiões de matriz africana.
A exposição está localizada na sala de vidro da Diretoria de Cultura, na Av. Rosário Congro, 560 – Centro, com horário de funcionamento das 7h às 18h, aberta aos sábados e domingos.
Letícya Guimarães.