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Após comparar trabalho escolar, promotoria aponta adolescente de 14 anos como responsável pela morte do irmão - Difusora FM 99.5

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Após comparar trabalho escolar, promotoria aponta adolescente de 14 anos como responsável pela morte do irmão

O menino de 2 anos, encontrado morto pela mãe, no final da tarde de quarta-feira (1º), na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai, foi vítima do próprio irmão, de 14 anos. Ele não foi sequestrado pelos criminosos, como se suspeitava no início, mas fugiu de casa depois de matar o irmão asfixiado e foi detido na manhã de ontem (2).

A morte ocorreu na residência da família em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia vizinha de Ponta Porã (MS).

O adolescente cuidava do irmão pequeno, enquanto a mãe estava trabalhando. O corpo de Miguel foi encontrado na cama, coberto com lençol branco, ao lado havia bilhete escrito em folha de caderno com as frases “eu sinto muito, seu filho viu o que não deveria ver” e “temos o outro filho mais velho”.

Na manhã de quarta-feira, a Promotora de Justiça Reinalda Palacios, já tinha informado à imprensa paraguaia que a criança havia sido morta pelo próprio irmão. Segundo ela, ficou comprovado que o bilhete foi escrito pelo adolescente.

imagens de câmeras mostraram o garoto de 14 anos alugando uma bicicleta depois de sair de casa durante a tarde.

A bicicleta foi encontrada com ele na manhã de quinta.

A principal suspeita até agora, é que ele tenha matado o irmãozinho acidentalmente, depois escreveu o bilhete para enganar a polícia e a mãe e fugiu.

A promotora afirma que a suspeita contra o irmão se reforçou, após os cadernos do adolescente serem apreendidos para comparar a caligrafia, a letra do bilhete é exatamente igual ao trabalho escolar.

O adolescente foi levado para a sede da polícia nacional no bairro Jardim Aurora. Ainda não há informações sobre o local onde ele foi detido.

“a criança não tem lesão por enforcamento ou estrangulamento, é sufocação que pode ser compressão […]. tinha asfixia, um travesseiro, um plástico, algo assim que obstrui as vias aéreas”, explicou, o Médico Legista Marcos Prieto.

Ao encontrar o corpo do filho, a mulher chegou a levar a criança ao hospital regional, mas Miguel já estava morto. Ela entrou em estado de choque e precisou ser hospitalizada.

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