
Preencha os campos abaixo para submeter seu pedido de música:

Promotor do Meio Ambiente cobra cercamento imediato, fiscalização e controle de acesso. Área é tratada como “terra de ninguém”, com risco real à população.
Por Henrique Ferian
A situação da Cascalheira, em Três Lagoas, voltou ao centro do debate público após duras declarações do promotor de Justiça do Meio Ambiente, Antônio Carlos Garcia de Oliveira. Em entrevista, ele foi direto: o local está abandonado, sem controle, sem fiscalização e com riscos graves à vida das pessoas — e, se algo mais sério acontecer, a responsabilidade será da Prefeitura.
Recentemente, uma pessoa quase morreu afogada ao cair em um buraco dentro da área. Além disso, o local segue tomado por lixo, sujeira, barulho excessivo, manobras perigosas com motos e veículos com som alto. Mesmo com o anúncio de que o espaço será transformado no chamado “Parque da Cascalheira”, nenhuma medida concreta foi tomada até agora para garantir segurança e organização.
“Enquanto não cercar, as pessoas não vão entender que lá não é lugar para baderna. Do jeito que está, virou terra de ninguém”, afirmou o promotor.
Dr. Antônio Carlos foi enfático ao alertar que, juridicamente, qualquer acidente grave ou morte no local recairá sobre o município.
“Se alguém morrer afogado lá dentro, se alguém se machucar, quem vai pagar é a Prefeitura. Isso já aconteceu em outros casos. O município é responsável por espaços públicos.”
Segundo ele, a ausência de controle e de fiscalização transforma a Cascalheira em uma armadilha. Buracos, áreas alagadas, falta de sinalização e circulação desordenada criam um cenário propício para tragédias.
Embora a Prefeitura tenha anunciado a criação do Parque da Cascalheira, com guarita e estrutura, a realidade no local é completamente diferente. Não há controle de acesso, não há vigilância, e as entradas irregulares continuam abertas.
“Não adianta fechar uma entrada e deixar outras abertas. Tem que mapear todas: se são 10, se são 20, fechar todas. Isso é básico”, reforçou.
Ele defende cercamento total, monitoramento por câmeras e drones, além da presença constante de agentes de fiscalização no interior da área.
O promotor revelou que essa não é uma cobrança recente. Segundo ele, o Ministério Público vem alertando o município há anos sobre o problema, mas as respostas são sempre as mesmas: promessas, adiamentos e nenhuma solução efetiva.
“A gente pede, o município promete, empurra com a barriga, e nada acontece. Passa um ano, passa outro, e o problema continua.”
Agora, o MP exige que as medidas sejam finalmente executadas. Caso contrário, ações judiciais podem ser adotadas para obrigar o município a agir.
Segundo Antônio Carlos, a secretária de Meio Ambiente, Mariana do Amaral, garantiu que, até o fim deste ano, a Cascalheira estará cercada, monitorada e organizada.
“Esse ano vai acabar essa bagunça. Isso não é coisa de país atrasado, é coisa de cidade desenvolvida.”
Para o promotor, a área tem potencial turístico, ambiental e social, mas precisa ser tratada com seriedade.
“Isso mostra qualidade de vida, educação, cultura. Do jeito que está hoje, mostra abandono.”