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Por Henrique Ferian
Três Lagoas, MS – Uma madrugada de forte chuva, com um volume de mais de 80 milímetros, transformou a cidade de Três Lagoas em um cenário de caos, com a água invadindo residências em diversos bairros. Moradores de áreas como Parapunga, Vila Nova, São Carlos e Baixada do Alvorada e outros expressaram sua revolta nas redes sociais, denunciando a situação e a percepção de inoperância da administração municipal diante de um problema crônico de alagamentos.
A recorrência de inundações tem sido um ponto de constante atrito entre a população e o poder público. A cada novo temporal, a cidade revive o drama de casas alagadas e prejuízos materiais, levantando questionamentos sobre a eficácia das medidas preventivas e corretivas adotadas pela prefeitura.
Durante a sessão da Câmara Municipal, as discussões sobre os alagamentos ganharam destaque. O vereador Marcos Silva trouxe à tona uma declaração do prefeito, que teria afirmado que a solução para a Baixada do Alvorada exigiria a compra de 10 bombas, cada uma no valor de R$ 10 milhões, totalizando um investimento de R$ 100 milhões. Essa informação, atribuída ao vereador, ressalta a magnitude do problema e o alto custo de soluções paliativas.
No mesmo dia, o vereador líder de governo, Sgt Rodrigues, fez um pedido peculiar: a contratação de engenheiros para realizar estudos aprofundados sobre a situação dos alagamentos. O pedido, no entanto, gerou controvérsia, uma vez que o próprio Secretário de Obras da cidade já é um engenheiro. A sugestão de buscar novos profissionais para estudos, em vez de implementar ações concretas com a equipe técnica já existente, foi interpretada por muitos como um sinal da falta de planejamento e da ineficácia na gestão da crise.
A revolta dos moradores é palpável. As redes sociais se tornaram um palco para desabafos e cobranças, com cidadãos compartilhando imagens e vídeos de suas casas invadidas pela água e questionando a falta de soluções duradouras. A população exige respostas e ações efetivas que garantam a segurança e o bem-estar, pondo fim ao ciclo vicioso de alagamentos que assola Três Lagoas a cada período chuvoso.