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Estamos em reta final de 2020, e os preparativos para o Fim de Ano está à “todo vapor”, para famílias e amigos, mesmo diante do cenário da pandemia que já ceifou 60 vidas só no município de Três Lagoas. E com os preparativos estão também os fogos de artifícios.
O psicólogo da Apae de Três Lagoas (Associação de Pais e Amigos Excepcionais ), Jhone Paiva, em entrevista à rádio Difusora FM , nesta quinta-feira (31), fala sobre o comportamento da criança ou adulto que possui o transtorno do Espectro Autista e sobre a hiper sensibilidade sensorial, em que todos os sentidos são aguçados, como, visão, audição , paladar, tato e olfato, ao que se refere fogos de artifícios de Fim de Ano para as crianças e pessoas autistas.
Segundo “Jhone essa experiência com fogos de artifícios é muito intenso e até dolorosa para o autista”. “Aquelas luzes, o barulho que não é comum no dia-a dia, surge como um gatilho para desencadear uma crise, e que agrava o sofrimento, gera angústia pela falta de significado que o barulho faz no seu mundo interior e o porque que aquilo está acontecendo”. ‘Não queremos falar sobre essa prática de Fim de Ano que é uma cultural aqui no Brasil, queremos falar de alguns cuidados que são possíveis para diminuir o sofrimento de uma pessoa que possui o autismo”.
DICAS
Segundo Jhone, umas das estratégias, é a família dessa criança evitar o local do barulho , outra é que se não puder evitar o local, é preciso gerar uma significação para a criança durante a semana, mostrar vídeos sobre o fato, usar fones e até mesmo abafadores de ruídos para atenuar o barulho. “Ainda assim será doloroso para o autista , porém a significação e estas medidas poderão diminuir o impacto para eles”, disse.