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Por Henrique Ferian
O espaço conhecido como Mata Cascalheira, em Três Lagoas, tem chamado a atenção de moradores e visitantes de Três Lagoas, mas também gerado dúvidas sobre sua natureza jurídica e forma de funcionamento. Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan Três Lagoas, o empresário Diógenes Marques, idealizador do projeto desenvolvido no local, explicou que a área onde funciona o empreendimento não é pública, mas sim propriedade particular, o que justifica a existência de regras para utilização do espaço.
Segundo ele, existe uma confusão comum porque a região como um todo é conhecida popularmente como Cascalheira, mas nem toda a área pertence ao poder público. Uma parte foi transformada em Parque Natural e é administrada pela prefeitura. Já o trecho onde está instalada a Mata Cascalheira integra um terreno privado, adquirido por um grupo empresarial após a venda de áreas que pertenciam à antiga Companhia Energética de São Paulo (CESP).
Historicamente, a região foi utilizada na extração de pedras e cascalho para a construção da Usina Hidrelétrica Engenheiro Sousa Dias, a Usina de Jupiá. Com o passar do tempo, as áreas foram tendo destinos diferentes. Algumas permaneceram públicas, enquanto outras foram vendidas. O local onde hoje funciona o projeto era o antigo grêmio da CESP, utilizado por funcionários da companhia, e passou a ser propriedade privada após a negociação dessas áreas.
Diógenes Marques explicou que o uso do nome “Mata Cascalheira” se refere apenas à localização geográfica, como uma forma de identificação do território, e não significa que o espaço faça parte do parque natural. Por ser uma propriedade particular, o local funciona aberto à visitação, contemplação da natureza uso da prainha etc, mas com normas de convivência e utilização, como acontece em qualquer empreendimento privado que recebe público.
Entre as regras estão a proibição de som automotivo e música alta no funcionamento regular, restrições quanto à entrada de bebidas alcoólicas e controle de atividades que possam gerar riscos, especialmente para crianças. Segundo o empresário, essas medidas são necessárias para manter um ambiente tranquilo, seguro e inclusivo, principalmente para pessoas neurodivergentes, que podem ter maior sensibilidade a estímulos sonoros e ambientais.
O projeto segundo Marques surgiu a partir do diagnóstico de seu filho e a partir disso o projeto tomou forma e hoje impacta positivamente centenas de famílias com crianças autistas que buscavam um espaço de convivência ao ar livre com estímulos sensoriais positivos. A proposta é oferecer contato com a natureza, atividades motoras e lúdicas, musicalização, vivências com animais e momentos de interação familiar. O espaço não é estruturado como clínica ou centro terapêutico formal, mas como ambiente de experiência e acolhimento, com foco na convivência e na conscientização sobre o autismo, saúde mental e preservação ambiental.
Outro ponto destacado por Diógenes Marques é que a estrutura funciona sem financiamento público ou patrocínio fixo. A entrada no local é gratuita, e a manutenção ocorre por meio da venda de refeições os tradiconal churrasco fogo de chão as estações de carne a comida caseira aos finais de semana, café da manha da roça, eventos e serviços oferecidos no espaço. Segundo ele, há custos com equipe, limpeza, segurança, manutenção das trilhas, estrutura sanitária, controle ambiental e cuidados permanentes com a área natural.
Além da proposta social, o empreendimento também tem atraído visitantes de outras cidades da região e até de outros estados, especialmente em períodos de feriado, contribuindo para o movimento turístico e econômico local. A intenção é ampliar o turismo de experiência, com atividades pedagógicas, observação da fauna e da flora e vivências ambientais.
Entre os planos de expansão estão novas trilhas ecológicas, oficinas educativas, atividades sensoriais orientadas, interação com animais, práticas de equitação lúdica e ampliação de experiências ao ar livre voltadas para crianças e famílias.
Durante a entrevista, o empresário reforçou que o objetivo principal é manter um ambiente acolhedor e seguro para convivência familiar, com prioridade para inclusão de pessoas com autismo, mas aberto a toda a comunidade. A proposta, segundo ele, é que o espaço funcione como uma extensão do ambiente familiar, promovendo lazer em meio à natureza com respeito às regras estabelecidas quer saber mais siga nas redes sociais @matacascalheira
Confira a Entrevista: