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Feminicídio em Três Lagoas: filha de vítima relata dor da perda e faz alerta a outras mulheres - Difusora FM 99.5

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Feminicídio em Três Lagoas: filha de vítima relata dor da perda e faz alerta a outras mulheres

“Nossa família nunca mais foi a mesma”, diz jovem que perdeu a mãe assassinada pelo companheiro em 2024

O feminicídio deixa marcas que vão muito além do crime em si. Em Três Lagoas, a dor de uma família revela a dimensão dessa violência. Dois anos após o assassinato de Gilvanda Paula e Silva, morta a tiros pelo companheiro em março de 2024, a filha, Maria Luiza, falou sobre o caso e a realidade enfrentada desde então.

A história, que ganhou repercussão na época, ainda aguarda desfecho na Justiça. O acusado segue preso, mas o julgamento já foi adiado duas vezes.

Um relacionamento marcado por ameaças

Segundo Maria Luiza, o relacionamento da mãe era conturbado e marcado por sinais claros de abuso.

“Era um relacionamento de idas e vindas, com ameaças, xingamentos e muito ciúme possessivo. Ele queria vigiar ela o tempo todo”, relata.

Mesmo diante dos alertas das filhas, Gilvanda não conseguiu romper o ciclo. “A gente falava que não era saudável, mas ela não conseguia sair. Sempre tinha promessa de mudança e eles voltavam”, conta.

O crime

O feminicídio aconteceu na manhã de março de 2024. Gilvanda havia saído de casa para ir a um velório quando foi surpreendida pelo agressor.

“Ele seguiu ela, parou ao lado do carro e atirou. Não deu tempo de nada”, lembra a filha.

Dois disparos foram efetuados. Um deles também atingiu uma vizinha que estava no veículo. Gilvanda chegou a ser socorrida, mas não resistiu.

A vida depois da perda

Desde então, a rotina da família mudou completamente. Maria Luiza, que tem outras duas irmãs — sendo uma criança pequena, filha do agressor — precisou assumir responsabilidades dentro de casa.

“Eu pensei: o que eu vou fazer agora? Minha irmã tinha 2 anos. Eu precisava ser forte, cuidar delas, fazer o papel que minha mãe faria”, desabafa.

Apesar do apoio do pai, a ausência é irreparável.
“A nossa família nunca mais foi a mesma. A falta dela é diária.”

Julgamento ainda não aconteceu

Mesmo com o autor preso, o caso ainda aguarda julgamento. Segundo a família, sessões já foram adiadas por falta de jurados e questões operacionais.

A expectativa é de que o réu responda por feminicídio e tentativa de homicídio, já que outra vítima foi atingida no ataque.

“Queremos justiça. Nada vai trazer nossa mãe de volta, mas que ele seja responsabilizado”, afirma.

Um alerta que vem da dor

Ao relembrar a história, Maria Luiza faz um apelo direto a mulheres que vivem situações semelhantes.

“Muitas não conseguem enxergar o que estão vivendo. Mas que consigam perceber enquanto há tempo. Que tenham força para sair antes que aconteça o pior”, diz.

O relato reforça o que especialistas apontam: o feminicídio, na maioria das vezes, é o desfecho de um ciclo de violência que começa de forma silenciosa.

Realidade que precisa ser enfrentada

Casos como o de Gilvanda evidenciam que a violência doméstica não termina apenas na vítima — ela atinge toda a família, especialmente os filhos, que passam a conviver com a ausência, o trauma e a reconstrução de uma vida sem a mãe.

A história de Maria Luiza não é isolada. É um retrato de uma realidade que ainda persiste e que exige atenção, denúncia e ação antes que seja tarde demais.

Confira a entrevista:

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