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Na esquina da Munir Thomé com a Elmano Soares, a fiação foi levada durante a madrugada desta quarta dia 27 de agosto
Por Henrique Ferian
Os furtos de fios de energia seguem preocupando comerciantes e moradores de Três Lagoas. Em plena região central, vários pontos foram alvo de criminosos nos últimos dias. Na esquina da Munir Thomé com a Elmano Soares, a fiação foi levada durante a madrugada. Poucos quarteirões adiante, ao lado do Restaurante Camargo, a cena se repetiu. Até a sede da Agência JL, do Grupo Difusora de Comunicação, na Eloy Chaves, teve os cabos furtados em uma oportunidade e em outra houve uma tentativa.
A situação não se restringe a imóveis particulares. Em canteiros centrais de avenidas movimentadas, a iluminação pública também foi alvo. Como medida emergencial, a prefeitura precisou voltar a instalar fios aéreos e substituir cabos de cobre por alumínio, material considerado menos atraente para o crime.
Na esquina da Munir Thomé com a Elmano Soares, a fiação foi levada durante a madrugada de quarta 27 de agosto
O tamanho do prejuízo
Além da insegurança, os furtos representam um peso no bolso. Em uma loja especializada do ramo em Três Lagoas, o preço do cabo 16mm chega a R$ 17,90 o metro, enquanto o tripex aéreo é vendido por cerca de R$ 10,20 o metro.
Para se ter uma ideia, se um criminoso levar 15 metros de cabo 16mm, o prejuízo imediato ultrapassa R$ 268,00 apenas com a fiação — sem contar mão de obra, materiais extras e a interrupção de serviços.
Ação do criminoso na lateral do Restaurante Camargo onde tentou furtar os fios da residência ao lado, obteve acesso por uma casa que está a venda a pelo menos 10 anos e detalhe todos os fios foram furtados
Nem as câmeras intimidam
Um detalhe que chama atenção é que nem mesmo as câmeras de segurança têm intimidado os ladrões. Em vários pontos, os furtos aconteceram sob a vigilância de equipamentos de monitoramento, o que reforça a sensação de impunidade entre comerciantes e moradores. Casas vazias são um convite para a ação dos meliantes na maioria das vezes
Polícia prende, Justiça solta?
Um magistrado ouvido pela reportagem explica o motivo:
“Na audiência de custódia, nós avaliamos as condições da prisão preventiva. Verificamos se o preso é perigoso, se tem emprego, se possui residência fixa, se é usuário de drogas, se já tem antecedentes ou se é primário. Também analisamos se o crime representa alto risco para a sociedade.
O furto de fios, em tese, não é considerado um crime grave, então, não havendo requisitos para manter a prisão preventiva, o acusado acaba respondendo em liberdade. É uma exigência da lei”, detalha.
Não é um crime considerado grave, então o ladrão volta para a rua e, no dia seguinte, está furtando de novo. Os furtos acontecem sempre nas madrugadas onde quase todos dormem e a policia militar diminui suas rondas ostensivas para garantir o cumprimento da preservação da ordem publica.
Conta que sobra para a população
Cada reparo exige tempo e investimento, enquanto a cidade fica no escuro. Empresários pagam do próprio bolso, a prefeitura aumenta gastos e o cidadão sente os reflexos na insegurança das ruas.
Enquanto não houver endurecimento da lei e fiscalização mais rigorosa em ferros-velhos, especialistas acreditam que os furtos continuarão sendo rotina.