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Genética ou Estilo de Vida? Desvende os mistérios das doenças cardiovasculares com o Dr. Ulisses Calandrin

Por Henrique Ferian

Três Lagoas, MS – As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo e no Brasil, superando até mesmo o câncer. Este alerta foi feito pelo cardiologista Dr. Ulisses Calandrin em entrevista ao Jornal da Manhã Jovem Pan Três Lagoas, onde ele abordou a gravidade dessas condições, a importância da prevenção e os riscos associados a fatores como o uso de anabolizantes e a negligência com o colesterol.

A Realidade impactante das doenças cardiovasculares

Dr. Calandrin enfatizou que a percepção de que condições como hipertensão, diabetes ou colesterol alto são
“apenas mais uma doença” é perigosa. Ele ressaltou que essas doenças são as que mais matam globalmente, e essa realidade não é diferente no Brasil. A falta de tratamento ou diagnóstico adequado pode levar a comorbidades irreversíveis, como sequelas de AVC e insuficiência cardíaca.

Entendendo o Infarto: Mais do que apenas placas de gordura

O Dr. Calandrin desmistificou a ideia de que o infarto é causado apenas por placas de gordura, apresentando a definição universal de infarto agudo do miocárdio, que compreende cinco tipos:

O Tipo 1 é causado pela ruptura de uma placa aterosclerótica com formação de hematoma, interrompendo o fluxo sanguíneo. O Tipo 2 decorre de doenças relacionadas, como anemia, infecções ou espasmos coronarianos. O Tipo 3 corresponde à morte súbita, em que o paciente sofre uma parada cardiorrespiratória inesperada. O Tipo 4 está relacionado a complicações pós-angioplastia, enquanto o Tipo 5 é associado a procedimentos pós-cirurgia de revascularização miocárdica, como a ponte de safena.

Ele explicou que o processo de formação de estrias gordurosas nas artérias começa na infância, por volta dos 9-10 anos. No entanto, a progressão para doenças cardiovasculares graves depende da exposição a fatores de risco, que incluem hipertensão arterial, diabetes, alterações lipídicas (colesterol, triglicerídeos), sedentarismo, obesidade, tabagismo, histórico familiar, idade e estresse emocional. Quanto maior o número e o tempo de exposição a esses fatores, maior a velocidade de progressão da doença.

O Perigo dos anabolizantes e a importância do colesterol

Um ponto de alerta levantado pelo cardiologista foi o uso crescente de esteroides anabolizantes para fins estéticos, especialmente em jovens. Ele classificou o uso dessas substâncias como um novo fator de risco na cardiologia, pois doses suprafisiológicas de hormônios, como a testosterona, podem levar a alterações cardiovasculares graves e muitas vezes irreversíveis, mesmo após a interrupção do uso. Essas alterações incluem:

Hipertensão arterial

Aumento da viscosidade sanguínea (risco de trombose)

Arritmias cardíacas

Hipertrofia ventricular (aumento da musculatura do coração que pode levar à dilatação e perda de força)

Aumento do colesterol LDL (colesterol ruim), acelerando a aterosclerose

Sobre o colesterol, o Dr. Calandrin destacou que, além do LDL, novos marcadores como a apolipoproteína B e a lipoproteína A são cruciais para a avaliação do risco cardiovascular. A obesidade, por ser uma doença inflamatória, também contribui significativamente para a aterosclerose, que se inicia com um processo inflamatório na parede dos vasos.

Prevenção, diagnóstico e acompanhamento individualizado

O cardiologista enfatizou a necessidade de intervenção precoce nos fatores de risco para minimizar complicações futuras. Ele defendeu o uso de medicamentos hipolipemiantes, como as estatinas, que comprovadamente reduzem a mortalidade e eventos como infarto e AVC, contrariando informações equivocadas que as colocam como vilãs. Acompanhamento médico especializado é fundamental para monitorar possíveis efeitos colaterais.

A genética e o histórico familiar são fatores de risco não modificáveis. Parentes de primeiro grau (pais, mães, irmãos, filhos) que tiveram problemas cardíacos precoces (homens abaixo de 55 anos e mulheres abaixo de 65 anos) devem redobrar a atenção e procurar um cardiologista para avaliação preventiva, pois a carga genética pode ser um fator desencadeante.

Sintomas de infarto: Além da dor clássica

Dr. Calandrin diferenciou os sintomas típicos e atípicos de um infarto:

Sintomas Típicos: Dor no peito (precórdio ou retroesternal) em queimação, aperto ou opressão, que pode irradiar para o ombro e braço esquerdo, mandíbula, costas ou lado direito. Pode ocorrer em repouso ou após esforço.

Sintomas Atípicos: Em mulheres, diabéticos e idosos, o infarto pode se manifestar apenas como falta de ar ou dores em locais incomuns, como o ombro esquerdo, como no caso de um paciente de Três Lagoas que foi salvo por atendimento rápido.

Ele alertou que muitas doenças cardiovasculares, como hipertensão e colesterol alto, são silenciosas e frequentemente diagnosticadas apenas no momento de um infarto ou AVC. O infarto fulminante, muitas vezes, ocorre em pacientes que tinham fatores de risco não diagnosticados ou negligenciados.

Exames e avaliação para atletas

Não existe uma “receita de bolo” para exames, que devem ser individualizados de acordo com os fatores de risco e idade do paciente. Jovens com poucos fatores de risco podem fazer avaliações a cada 2 a 5 anos, enquanto aqueles com mais fatores de risco ou histórico familiar devem encurtar esse período para anualmente ou até semestralmente.

Para atletas e pessoas que desejam iniciar atividades físicas intensas, o Dr. Calandrin ressaltou a importância de uma avaliação cardiológica prévia. Mesmo pessoas ativas e aparentemente saudáveis podem ter patologias cardíacas não vasculares, como arritmias, que aumentam o risco de morte súbita durante o exercício. Ele citou o exemplo de uma corredora profissional que realizaria um teste cardiopulmonar (teste ergométrico com máscara de avaliação de gases) para otimizar sua performance e garantir a segurança.

Mensagem Final: Prevenção e conscientização

O Dr. Ulisses Calandrin, que também é diretor administrativo da Unimed Regional Três Lagoas, deixou uma mensagem final sobre a importância da prevenção e da conscientização. Ele comparou a negligência com as doenças cardiovasculares à forma como o câncer é encarado, defendendo que ambas as patologias merecem a mesma atenção e vontade de tratamento. A insuficiência cardíaca, em particular, foi descrita como o “grande câncer da cardiologia” devido ao estilo de vida moderno.

A mensagem principal é a prevenção cardiovascular desde as fases iniciais da vida, com exames adequados e individualizados. Ele reforçou que a cardiologia moderna não trata a “grande massa”, mas sim cada paciente individualmente, buscando melhorar a qualidade de vida e diminuir o risco de eventos graves como a morte súbita.

Para mais informações e conteúdos sobre prevenção cardiovascular @ulissescalandrin no Instagram.

Confira a entrevista:

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