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Grupo russo Acron volta a demonstrar interesse na UFN3, e Riedel reforça urgência de reduzir dependência de fertilizantes importados - Difusora FM 99.5

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Grupo russo Acron volta a demonstrar interesse na UFN3, e Riedel reforça urgência de reduzir dependência de fertilizantes importados

Durante o evento “Missão Ásia”, realizado na Casa da Indústria, em Campo Grande, o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB), reforçou a necessidade de o Brasil acelerar sua produção nacional de fertilizantes. Segundo ele, a principal ação estratégica nesse sentido é a conclusão da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados 3 (UFN3), em Três Lagoas.

A fala do governador acontece em um momento de tensão no cenário internacional: o Congresso dos Estados Unidos pode aprovar, nos próximos 90 dias, sanções econômicas contra países que mantêm relações comerciais com a Rússia. Como o Brasil é um dos principais importadores de fertilizantes russos, o setor do agronegócio pode ser diretamente impactado.

Segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA) e do Comex Stat, o Brasil importou cerca de 85% de todos os fertilizantes utilizados no país em 2023. A Rússia foi responsável por 23% desse volume, ocupando a liderança entre os fornecedores internacionais, seguida pela China, Canadá e Marrocos.

“Essa não é apenas uma questão de mercado, é uma estratégia nacional de segurança para o agronegócio. A UFN3 tem potencial de elevar a produção nacional de fertilizantes nitrogenados de 15% para 30%, o que é um passo crucial para diminuir nossa dependência externa”, explicou Riedel.

Atualmente, o Brasil é o quarto maior consumidor mundial de fertilizantes, atrás apenas da China, Índia e Estados Unidos. Porém, é altamente vulnerável no fornecimento, especialmente de produtos nitrogenados, como ureia e amônia, cuja produção interna é limitada. Essa dependência representa um risco estratégico, especialmente em momentos de crise global, como guerras ou restrições comerciais.

Interesse russo e futuro da UFN3

O governador também revelou que a empresa russa Acron, que já demonstrou interesse anteriormente na unidade de Três Lagoas, manifestou intenção de retomar as negociações, mesmo com a fábrica atualmente incluída no plano de investimentos da Petrobras.

“Recebi ontem a notícia de que o grupo Acron, aquele mesmo que esteve aqui no passado para discutir Três Lagoas, quer retomar o diálogo. No entanto, a unidade agora está sob responsabilidade da Petrobras e faz parte do plano de investimentos da estatal. Vamos ouvi-los para entender quais são seus objetivos e preocupações”, afirmou.

A UFN3 é considerada estratégica por seu potencial de aumentar significativamente a capacidade nacional de produção de fertilizantes, reduzindo a dependência de importações. Anunciada como um dos maiores projetos da América Latina, a obra foi interrompida em 2014, quando estava 81% concluída. Desde então, vários esforços de retomada não avançaram.

Em abril de 2024, o então presidente da Petrobras, Jean Paul Prattes, estimou que seriam necessários cerca de R$ 5 bilhões para finalizar a planta, com previsão de início das operações em 2028. O modelo atual prevê a produção diária de 3,6 mil toneladas de ureia e 2,2 mil toneladas de amônia, consumindo 2,3 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. Quando finalizada, será a maior fábrica de fertilizantes nitrogenados da América Latina.

Sanções e preocupações internacionais

A possível aprovação de sanções por parte do Congresso norte-americano tem gerado apreensão entre parlamentares e membros do setor produtivo. A medida, prevista para os próximos três meses, pretende punir economicamente países que mantêm comércio ativo com a Rússia, como forma de pressionar pelo fim da guerra na Ucrânia.

A senadora Tereza Cristina (PP) alertou que o tema é sensível e constará no relatório oficial da missão brasileira aos Estados Unidos. “Conversamos com parlamentares e representantes da iniciativa privada norte-americana. A percepção deles é que quem continua comprando da Rússia está, de certa forma, financiando a guerra. É uma pauta delicada.”

O senador Jaques Wagner (PT), também integrante da comitiva, destacou o grau de vulnerabilidade do setor agropecuário brasileiro. “Temos um agro fortíssimo, mas que depende quase integralmente de insumos de fora. Fertilizantes estão em falta no mundo. Não é uma questão de escolha, é uma necessidade.”

Já o senador Carlos Viana (Podemos) avalia que o Brasil ainda terá margem para buscar acordos. “Não será uma medida por decreto presidencial americano, mas sim uma lei aprovada por ambos os partidos. Isso nos dá tempo para buscar entendimento diplomático.”

Da redação

 

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