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Por Henrique Ferian
Moradores de diversos bairros de Três Lagoas, têm relatado um aumento expressivo na quantidade de pernilongos, gerando incômodo e preocupação. Em entrevista, o coordenador do setor de endemias do município, Alcides Ferreira, esclareceu as causas do fenômeno e orientou a população sobre as medidas a serem tomadas.
Segundo Ferreira, a infestação, que ocorre em um período de seca, é atípica e causada pelo mosquito do gênero Culex, popularmente conhecido como pernilongo comum. Diferente do Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, o Culex se prolifera em locais com água parada e suja, como fossas e bueiros.
“O que acontece com o Culex é que a fêmea, ao encontrar um local propício, deposita todos os seus ovos de uma só vez, cerca de 200. Quando esses ovos eclodem, há uma infestação repentina nas residências”, explica o coordenador.
Ferreira ressalta que, embora o Culex não transmita doenças na região, o incômodo gerado pela sua presença, principalmente durante a noite, afeta a qualidade de vida da população.
O coordenador de endemias desaconselha o uso de “fumacê”, pois a prática pode tornar os mosquitos resistentes ao inseticida, além de prejudicar outros insetos e causar desequilíbrio ambiental. A recomendação é a adoção de medidas individuais e preventivas:
O setor de endemias está realizando a borrifação em bueiros para combater as larvas do mosquito. A expectativa é que a infestação diminua com a chegada das chuvas, que levarão os criadouros embora.
O Culex é um mosquito de cor marrom, sem as manchas brancas características do Aedes aegypti. Seu ciclo de vida, do ovo ao mosquito adulto, pode levar cerca de uma semana, e o adulto vive em média 30 dias. As fêmeas precisam de sangue para a maturação dos ovos, por isso picam pessoas e animais, principalmente no período noturno.
Em outras regiões do Brasil, o Culex pode transmitir doenças como a filariose (elefantíase) e encefalites. Por isso, o controle da sua proliferação é fundamental para a saúde pública.
Confira a reportagem: