Um jovem de 26 anos foi espancado por 4 suspeitos ao sair de um bar na Rua Maria Guilhermina Esteves na madrugada da última sexta-feira (1).
Thaysson, vítima do crime, foi socorrido na Unidade de Pronto Atendimento e foi à uma rede social denunciar o crime por homofobia. O jovem relata que não esperava passar pela violência na própria cidade e que após a violência, sofreu lesões na mão, perna e no rosto e teve que ser engessado: “E agora? Como é que eu fico? Como vou pilotar minha moto ou bicicleta para ir trabalhar? Quem vai arcar com esses danos? E se tivesse sido mais sério? Por sorte, um rapaz passou ontem e me ajudou. E se o rapaz não tivesse parado? Eu estava sozinho, e eles em grupo. Agora eu não posso mais andar livremente na minha cidade porque existe gente intolerante? É inaceitável que esse tipo de coisa ainda aconteça”, relatou a vítima em uma postagem.
A vítima contou, ainda, que “todas as medidas legais cabíveis já foram tomadas” e que os autores os autores foram identificados: “Agora vão ter que mostrar para a Justiça o porque os QUATRO foram tão ‘corajosos’ de bater em UM gay”. Abalado psicologicamente, Thaysson tranquilizou a todos dizendo que vai se cuidar, e deu um recado contra: Vou ficar bem, vou me cuidar, mas não vou me calar: HOMOFOBIA É CRIME E HOMOFOBIA MATA. Parem com todo esse ódio contra a minha comunidade. Merecemos tolerância, merecemos RESPEITO”.
Confira o relato do Thaysson na íntegra:
“Na noite de ontem eu fui BRUTALMENTE atacado por 4 pessoas saindo de um bar. Isso é MUITO TRISTE pois eu nunca achei que passaria por isso na minha própria cidade, onde conheço todo mundo, onde fui nascido e criado. Por sorte, tive ferimentos que puderam ser tratados na UPA: tive ferimentos na mão, na perna, no meu rosto e também tive que ser engessado. E agora? Como é que eu fico? Como vou pilotar minha moto ou bicicleta para ir trabalhar? Quem vai arcar com esses danos?
E se tivesse sido mais sério? Por sorte, um rapaz passou ontem e me ajudou. E se o rapaz não tivesse parado? Eu estava sozinho, e eles em grupo. Agora eu não posso mais andar livremente na minha cidade porque existe gente intolerante? É inaceitável que esse tipo de coisa ainda aconteça.
Todas as medidas legais cabíveis já foram tomadas. Os agressores foram identificados. Agora vão ter que mostrar para a Justiça o porque os QUATRO foram tão ‘corajosos’ de bater em UM gay.
Fisicamente estou medicado e me recuperando, mas mentalmente eu estou totalmente abalado. Vou ficar bem, vou me cuidar, mas não vou me calar: HOMOFOBIA É CRIME E HOMOFOBIA MATA.
Parem com todo esse ódio contra a minha comunidade. Merecemos tolerância, merecemos RESPEITO”.
Em nota, o SINTED manifestou repúdio à violência:
O SINTED (Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Três Lagoas e Selvíria) vem a público repudiar a brutal violência sofrida por um educador, na madrugada da última sexta-feira (01). Thaysson foi vítima de homofobia, sendo surpreendido e covardemente violentado por quatro homens quando saiu de um bar em Três Lagoas.
“Por sorte, tive ferimentos que puderam ser tratados na UPA: tive ferimentos na mão, na perna, no meu rosto e também tive que ser engessado. E agora? Como é que eu fico? Como vou pilotar minha moto ou bicicleta para ir trabalhar? Quem vai arcar com esses danos?”, disse Thaysson em um relato chocante nas redes sociais.
O SINTED lamenta um crime tão bárbaro, relembrando ainda que no mês passado foi comemorado o mês do Orgulho LGBTQIA+, e mesmo com tantos avanços para a comunidade, atos como este revela o quanto a LGBTfobia ainda é enraizada em nossa sociedade e que há muita luta pela frente.
Os agressores já foram identificados e esperamos que os órgãos competentes punam dentro da Lei, os responsáveis por este ato tão violento e cruel não só contra Thaysson, mas também contra toda a população LGBTQIA+.