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Leilão Direito de Viver chega à 20ª edição com arrecadação recorde e destina cerca de R$ 750 mil ao Hospital de Câncer de Barretos.
Por Henrique Ferian
A 20ª edição do Leilão Direito de Viver, realizada em Três Lagoas no final de 2025, confirmou mais uma vez a força da solidariedade da população e do setor produtivo local. Em entrevista ao Jornal da Manhã – Jovem Pan Três Lagoas, um dos organizadores Lucas Thomé apresentou a prestação de contas do evento, que alcançou arrecadação bruta de R$ 777 mil e garantiu cerca de R$ 750 mil líquidos destinados integralmente ao Hospital de Câncer de Barretos.
Segundo Lucas, o compromisso com a transparência é parte essencial do trabalho. “Depois de pedir apoio, nada mais justo do que prestar contas e mostrar o que foi feito. Os números comprovam por que as pessoas continuam ajudando”, afirmou.
Impacto direto para Três Lagoas
Os recursos arrecadados ajudam a manter um hospital que atende pacientes de todo o Brasil. Apenas em 2024, o Hospital de Barretos realizou mais de 506 mil atendimentos, sendo 441 pacientes oriundos de Três Lagoas. Para Lucas Tomé, esse dado reforça a importância do envolvimento da cidade. “É um hospital que atende a nossa população também. Muitas pessoas chegam fragilizadas e encontram ali tratamento humanizado, apoio às famílias e uma nova chance de vida”, destacou.
Custos controlados e eficiência
Mesmo com a grandiosidade do evento, os custos operacionais ficaram em R$ 28,8 mil, valor considerado baixo para o porte do leilão. A economia foi possível graças a doações, parcerias com empresários, produtores rurais e voluntários. “A gente tenta fazer com que o custo chegue o mais próximo possível de zero”, explicou Lucas.
A maior parte da arrecadação vem do leilão de animais, especialmente gado, além de prendas diversas, patrocínios, ingressos, venda de bebidas e doações em dinheiro. Todo o valor líquido é repassado ao hospital por meio da fundação responsável pelo evento.
Duas décadas de história e recordes consecutivos
Criado pela família de Cláudio Totó, o Leilão Direito de Viver completou duas décadas de realização em Três Lagoas. De acordo com a organização, a edição de 2025 foi recorde histórico, superando os anos anteriores. “Nos últimos anos conseguimos sempre arrecadar mais e gastar menos. A meta agora é chegar a R$ 1 milhão em 2026”, revelou Lucas.
Ele ressalta que o objetivo principal não é fazer bons negócios, mas ajudar. “Quem participa não está lá para sair ganhando, está lá para contribuir. Muitas vezes a pessoa compra um lote e doa novamente para ser leiloado outra vez, dobrando o valor arrecadado.”
Tecnologia e alcance nacional
A parceria com a Rural Play ampliou o alcance do evento, permitindo lances online de qualquer lugar do Brasil — e até do exterior. Isso possibilitou que pessoas que não estavam presentes fisicamente também participassem e colaborassem.
Preparação para a próxima edição
Mesmo com a edição de 2025 recém-encerrada, a organização já iniciou o planejamento da 21ª edição, prevista, como manda a tradição, para novembro ou dezembro de 2026. O trabalho, no entanto, acontece ao longo de todo o ano. “Não podemos lembrar do leilão só no final do ano. É preciso manter o contato com comerciantes, empresários e produtores para que todos possam se planejar”, explicou.
Como ajudar
Quem quiser colaborar pode fazê-lo de várias formas: doando prendas, animais, serviços, recursos financeiros ou trabalho voluntário. As informações estão disponíveis no Instagram @leilaodireitodevivertl, canal oficial do evento.
“Às vezes a pessoa não pode doar dinheiro, mas pode doar tempo, força de trabalho e vontade de ajudar. Tudo é bem-vindo”, reforçou Lucas.
O Leilão Direito de Viver segue como um dos maiores exemplos de mobilização solidária de Três Lagoas, transformando engajamento comunitário em apoio concreto à luta contra o câncer e à preservação de vidas.
Confira a Entrevista: