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Levantamento indica alinhamento com o mercado, mas destaca itens que poderiam ter maior economia de escala.
Por Henrique Ferian
A Prefeitura de Três Lagoas oficializou, por meio do Pregão Eletrônico nº 09/2025 – Sistema de Registro de Preços nº 001/2026, a contratação de empresas para o fornecimento de aparelhos de ar-condicionado, cortinas de ar e exaustores destinados a unidades administrativas do município. O valor total registrado chega a R$ 1.855.898,56.
A compra envolve fornecedores de Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Amazonas, Distrito Federal e Mato Grosso, com equipamentos de diferentes capacidades, desde modelos residenciais até aparelhos de grande porte utilizados em prédios públicos.
Oferecer um ambiente fresco e agradável, tanto nas instituições de ensino infantil quanto nas unidades de saúde, é mais do que uma melhoria: é uma obrigação administrativa. Para um município com previsão de arrecadação bilionária para 2026, garantir o conforto térmico da população é uma contrapartida direta ao imposto arrecadado.
No entanto, a execução desses projetos deve ser pautada pelo rigoroso respeito ao dinheiro público.
Entre os contratos firmados, estão empresas sediadas em Campo Grande (MS), Chapadão do Sul (MS), Guarapari (ES), Vila Velha (ES), Manaus (AM), Brasília (DF) e Várzea Grande (MT). Os equipamentos serão entregues e instalados conforme demanda das secretarias municipais, dentro da vigência da ata de registro de preços.
O maior volume financeiro está concentrado na contratação da empresa Castro Equipamentos LTDA, de Vila Velha (ES), responsável pelo fornecimento de 312 aparelhos de ar-condicionado split high wall de 24.000 BTUs da marca Midea, ao custo unitário de R$ 3.449,00, totalizando R$ 1.076.088,00.
Levantamento comparativo com valores médios praticados no mercado nacional indica que, na maior parte dos itens, os preços registrados pela Prefeitura estão compatíveis com a média do setor, especialmente nos equipamentos de grande porte, como os modelos piso-teto de 36.000, 48.000 e 60.000 BTUs, fornecidos por empresas de Campo Grande (MS) e Guarapari (ES).
No entanto, o item de maior impacto financeiro — os aparelhos de 24.000 BTUs da marca Midea — apresenta valor unitário acima do que normalmente é observado em compras públicas de grande escala. Em negociações com volumes elevados, o mercado costuma registrar preços entre R$ 3.000,00 e R$ 3.300,00 por unidade. A diferença estimada pode representar um impacto de até R$ 46 mil sobre o valor total desse item, considerando a quantidade adquirida.
Já os aparelhos de 12.000 BTUs, fornecidos por empresa sediada em Manaus (AM), ao valor de R$ 1.900,00 a unidade, ficam dentro da faixa praticada no varejo nacional, embora também estejam ligeiramente acima do patamar esperado para compras em lote.
A licitação também inclui cortinas de ar comerciais e exaustores industriais, fornecidos por empresas de Chapadão do Sul (MS) e Várzea Grande (MT). Nesses casos, os valores registrados acompanham os preços médios praticados no setor, considerando as especificações técnicas e o uso contínuo em ambientes públicos.
No conjunto, a análise comparativa não aponta indícios de sobrepreço generalizado, mas chama atenção para itens de grande volume, nos quais a economia de escala poderia resultar em valores mais competitivos. A Prefeitura adotou o modelo de registro de preços, o que significa que a aquisição efetiva ocorrerá conforme a necessidade das secretarias, respeitando os limites e condições definidos em ata.