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Três Lagoas se destaca no cenário estadual com a criação de novos empregos, superando a capital, Campo Grande, e outras grandes cidades. Em entrevista ao programa Jornal da Manhã Três Lagoas, Sidney de Abreu, gerente da Casa do Trabalhador, detalhou os números positivos do primeiro semestre e discutiu os desafios e oportunidades do mercado de trabalho local.
Expectativas para o Segundo Semestre e o Impulso da Construção Civil
Sidney de Abreu expressou otimismo em relação ao segundo semestre, com a expectativa de que o ritmo de contratações se mantenha. Apesar de incertezas globais, ele acredita que o setor da construção civil, que é o motor do emprego na região, continuará em alta.
A obra da Arauco em Inocência, um dos grandes projetos em andamento, é citada como um dos principais fatores que impulsionam essa área, gerando uma demanda constante por mão de obra. “A obra não para, a expectativa é que realmente não pare e que continue pujante mesmo para melhorar ainda mais os nossos índices”, afirmou.
Localização Estratégica e Crescimento Regional
O gerente da Casa do Trabalhador aponta a localização estratégica de Três Lagoas como um dos principais motivos para o destaque da cidade na geração de empregos. A proximidade com o estado de São Paulo e com grandes empreendimentos, como a nova fábrica de celulose em Inocência, torna a cidade um polo atrativo para investimentos e para empresas que buscam se instalar na região.
O Desafio da Mão de Obra e a Busca por Qualificação
Apesar do grande número de vagas disponíveis, há um desafio crescente para encontrar mão de obra. O problema não se restringe à construção civil, mas afeta também o comércio, com o setor supermercadista sendo um dos mais impactados. “Tem mão de obra, aliás, tem oportunidade, mas não tem mão de obra”, ressaltou.
Essa dificuldade se deve em parte à intensa oferta de vagas em todo o estado, que absorve grande parte dos trabalhadores. Além disso, a nova geração busca cada vez mais cursos técnicos e especializações em áreas como celulose e química, na esperança de conseguir empregos com melhores salários nas grandes indústrias, deixando de lado as oportunidades em comércios e serviços.
A Casa do Trabalhador tem buscado soluções para este problema, atuando em diversas frentes:
Feirões de emprego: eventos organizados para atrair candidatos, especialmente os mais jovens em busca do primeiro emprego.
Diálogo com empresas: negociações para que empregadores flexibilizem alguns requisitos de contratação, como a exigência de experiência, e invistam na capacitação interna.
Parcerias para cursos e vagas: oferta de cursos de qualificação em parceria com empresas, que já se comprometem a contratar os participantes ao final da formação.
Benefícios Sociais vs. Oportunidades de Trabalho
A entrevista trouxe à tona uma questão delicada e crucial: o impacto de benefícios sociais como o Bolsa Família e o Mais Social na disponibilidade de mão de obra. Há relatos de pessoas que preferem não aceitar um emprego formal por medo de perder o benefício.
“A gente já teve narrativas lá conosco onde a pessoa vai buscar uma vaga. Aí quando a gente fala salários, benefícios, ela fala: ‘Ah, não, com quase isso aí eu recebo parado em casa, né? Assistindo minha televisão’”, relata o gerente.
Sidney destacou que o governo do estado está revisando o programa Mais Social para incentivar o trabalho. Pessoas que não têm necessidade extrema do benefício serão direcionadas a cursos de qualificação e vagas de emprego, sob risco de perderem a ajuda se não buscarem uma colocação. Ele esclarece que, ao contrário do que muitos pensam, o trabalhador que é contratado tem seu benefício suspenso e pode reativá-lo em caso de demissão, não ficando desamparado.
Números do Mercado de Trabalho de Três Lagoas
Os dados apresentados por Sidney de Abreu comprovam o bom momento do mercado de trabalho na cidade.
Dados de Junho
Admissões: 2.534
Desligamentos: 2.059
Saldo positivo: 475 novas vagas
Acumulado do Ano (até junho)
Admissões: 16.392
Desligamentos: 14.882
Saldo positivo acumulado: 1.510 novas vagas
A Casa do Trabalhador também apresentou um crescimento expressivo em suas próprias colocações. Em janeiro, foram 69 empregos formalizados por meio da instituição, enquanto em junho esse número subiu para 138, demonstrando o sucesso de suas ações para conectar empresas e profissionais.
Confira a entrevista: