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POR HENRIQUE FERIAN
A Rede Feminina de Combate ao Câncer de Três Lagoas segue ampliando suas ações em 2026, com foco no acolhimento de pacientes e no fortalecimento de projetos sociais. Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, a presidente da entidade, Sônia Ivonisko, detalhou o trabalho desenvolvido e os desafios enfrentados para manter a instituição em funcionamento.
Fundada em 1982, a rede atua há mais de quatro décadas oferecendo suporte a pacientes oncológicos e suas famílias. Atualmente, são 66 pacientes atendidos diretamente, além de dezenas de atendimentos indiretos, que incluem auxílio com alimentação, medicamentos e suporte emocional.
Segundo Sônia, o principal papel da entidade é oferecer apoio em um dos momentos mais delicados da vida dos pacientes.
“O tratamento do câncer envolve toda a família. Nosso trabalho é acolher, dar suporte e tentar tornar esse momento menos difícil”, destacou.
A rede oferece uma estrutura multidisciplinar com atendimento psicológico, terapias alternativas, atividades de convivência e até suporte jurídico, auxiliando em questões como aposentadoria e processos familiares.
Além disso, há pacientes que não conseguem se deslocar até a sede, e nesses casos, o atendimento é realizado em domicílio.
Manter a estrutura em funcionamento exige recursos constantes. Hoje, a entidade possui um custo fixo mensal de aproximadamente R$ 30 mil, incluindo funcionários e despesas operacionais.
O principal evento de arrecadação é o tradicional leilão beneficente, realizado anualmente.
Em 2026, o evento superou expectativas:
Os valores arrecadados são fundamentais para garantir a continuidade dos atendimentos ao longo do ano.
A presidente reforçou que o trabalho da rede depende diretamente da participação da comunidade.
“Quanto mais voluntários tivermos, melhor conseguimos atender. E não apenas mulheres — precisamos também de voluntários homens”, afirmou.
A necessidade se estende a diversas atividades, desde organização de eventos até apoio logístico, como recebimento de doações.
Entre as novidades de 2026, a Rede Feminina aposta em projetos que promovem independência financeira para pacientes.
Um dos destaques é o projeto Eco joias, que utiliza tampinhas de garrafa para produção de acessórios que podem ser comercializados.
Outras iniciativas incluem:
A proposta é permitir que pacientes em condições de trabalho possam gerar renda própria.
A entidade também intensifica ações educativas voltadas à prevenção, considerada a principal ferramenta no combate ao câncer.
Dados apresentados durante a entrevista indicam que, com diagnóstico precoce, as chances de cura podem ultrapassar 90%.
Campanhas como Outubro Rosa e Novembro Azul continuam sendo pilares das ações, além de palestras em empresas, escolas e espaços públicos.
A rede mantém um brechó solidário, que ajuda no custeio diário da instituição. Peças são vendidas a preços acessíveis e toda a renda é revertida para os atendimentos.
No momento, as principais necessidades são:
Esses itens são essenciais, especialmente para pacientes em tratamento de quimioterapia e radioterapia.
Eventos beneficentes organizados por terceiros também têm papel importante no suporte à entidade. Para isso, é necessário formalizar a parceria junto à rede.
“A comunidade de Três Lagoas sempre esteve presente. É isso que mantém nosso trabalho vivo”, ressaltou Sônia.
Há três anos como voluntária e agora na presidência, Sônia destaca a união entre experiência e renovação na diretoria.
O mandato atual foi ampliado para dois anos, com previsão até 2028. A expectativa é continuar expandindo projetos e fortalecendo o atendimento.
“É um trabalho apaixonante. Quando você conhece a rede por dentro, entende o quanto ela é necessária”, concluiu.
Confira a Entrevista: