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Com o início do outono e seguindo para o inverno, o clima torna-se cada dia mais seco devido à escassez de chuvas regulares e oscilação constante da temperatura do ambiente, causando notável aumento dos casos de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) e, por isso, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Três Lagoas vem reforçando a necessidade da imunização de crianças contra essas doenças e outras que mereçam atenção.
Conforme a coordenadora de Imunização da SMS, Humberta Azambuja, a vacinação realizada hoje no Sistema Único de Saúde (SUS), de forma 100% gratuita, é muito importante para conter o avanço de doenças, bem como evitar que novas variantes dessas venham a surgir. “As vacinas, de modo geral, não impedem que as pessoas se contaminem, mas garantem que se vierem a contrair a doença, não tenham quadros graves e, por isso, é muito importante a vacinação”, destacou.
Para a secretária da pasta, Elaine Fúrio, a pandemia de Covid-19 mostrou o quanto as vacinas são importantes. “Seja para conter uma doença que acabou de surgir ou para evitar que doenças já conhecidas voltem a causar óbitos, a vacinação é uma ferramenta fundamental nos planos de saúde pública, pois evita surtos ou mesmo pandemias de determinadas doenças e, com isso, impede a superlotação dos hospitais e outros locais de saúde”, enfatizou.
REDUÇÃO NA PROCURA
Diversos fatores podem ter colaborado com a redução na procura pela vacinação, assim como explica Azambuja. “Seja a própria pandemia, que acabou por suspender rotinas nas Unidades de Saúde ou mesmo a escassez dessas vacinas, bem como o próprio discurso antivacina que passou a tomar uma forma mais robusta nos últimos dois anos.”
De acordo com dados do Setor de Imunização, em 2019 a meta era imunizar 2.033 crianças menores de 1 ano ou que completaram 1 ano de vida naquele ano, e essa foi superada em 32%, sendo que a média entre os imunizantes disponíveis para o calendário vacinal teve um alcance de 132%.
No ano de 2020, no entanto, devido à pandemia do Novo Coronavírus, as rotinas das Unidades de Saúde foram suspensas entre março e abril pelo Ministério da Saúde, o que pode ter colaborado para a meta não ter sido atingida, que era de imunizar 95% do público-alvo da campanha das aproximadamente 2.030 crianças menores de 1 ano ou que completaram 1 ano de vida naquele ano, ficando em apenas 90% da cobertura pretendida.
No ano seguinte, 2021, a situação foi ainda mais drástica, da meta de imunizar 1.984 crianças (menores de 1 ano ou que completaram 1 ano de vida naquele ano), apenas 80% foram conquistados. “Aqui, podemos sentir o fator dos pais aguardarem a vacinação contra a Covid-19 ou mesmo ficando com medo de vacinar seus filhos devido aos discursos antivacina”, disse Humberta.
Em 2022, entre janeiro e março, do público meta de 1.984 crianças (menores de 1 ano ou que completaram 1 ano de vida) elegíveis para imunização do calendário nacional, cerca de 80% já se encontram vacinadas, o que é positivo, mas a meta é de 95% e, por isso, o alerta da SMS se torna necessário.
Fonte: Assessoria da Prefeitura
Por: Deisy Sobral