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Tempo seco preocupa: pediatra explica aumento das doenças respiratórias em crianças - Difusora FM 99.5

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Tempo seco preocupa: pediatra explica aumento das doenças respiratórias em crianças

Entrevista ao vivo com a Dra. Patrícia Matos no Jornal da Manhã reforçou cuidados com hidratação, higiene nasal e alimentação adequada durante o período de baixa umidade.

Por Henrique Ferian

O tempo seco e a baixa umidade relativa do ar, comuns em Três Lagoas nesta época do ano, preocupam especialistas da saúde. Em entrevista ao Jornal da Manhã da Jovem Pan Três Lagoas, a médica pediatra Patrícia Matos destacou os principais riscos para as crianças, que são mais vulneráveis às crises respiratórias.

“Quando a narina resseca, ela perde a capacidade de filtrar o ar e adequar a temperatura para o organismo. Isso facilita sangramentos, infecções e o aumento de quadros como rinite, bronquite, asma e bronquiolite”, explicou.

Sinais de alerta para os pais

Segundo a pediatra, os bebês de 0 a 6 meses que estão em aleitamento materno não precisam de água, mas podem apresentar sinais de desidratação como moleira funda e boquinha seca. Já a partir dos 6 meses, a recomendação é de pelo menos 1 litro de água por dia, em pequenas doses ao longo do dia.

A especialista orienta que os pais fiquem atentos a sintomas como cansaço excessivo, febre em bebês abaixo de 3 meses, dificuldade para respirar e gripes persistentes. “Se a criança está gripada há semanas sem melhora, é preciso procurar atendimento médico, porque pode haver um componente alérgico ou algo mais sério associado”, alertou.

Higiene nasal e hidratação

O uso do soro fisiológico em jato contínuo é indicado para hidratar a narina, sem risco de afogamento. Já a lavagem nasal mais intensa só deve ser feita em casos de acúmulo de secreção.

Sobre o ambiente, a médica recomenda o uso combinado de ar-condicionado e umidificador, desde que o filtro do aparelho seja limpo duas a três vezes por semana. Ventiladores devem ser evitados diretamente sobre a criança, pois espalham poeira e aumentam crises alérgicas.

Alimentação e imunidade

Outro ponto ressaltado foi a importância de uma alimentação saudável para fortalecer a imunidade infantil. Refrigerantes, salgadinhos e biscoitos industrializados devem ser substituídos por frutas, legumes e alimentos naturais.

“É um crime deixar a criança se alimentar mal. A imunidade depende de uma nutrição adequada. Ao invés de abrir um pacote, abra uma fruta; ao invés de abrir uma garrafa, abra a torneira. O excesso de açúcar e sal vai cobrar um preço na vida adulta”, enfatizou.

Crianças devem brincar, mas com cuidados

A pediatra recomenda que as crianças continuem brincando e praticando atividades físicas, mas em horários menos secos, como manhã cedo ou final da tarde. Durante as brincadeiras, a hidratação deve ser constante.

“Quando estão brincando, elas não sentem sede, fome ou cansaço. Por isso os pais precisam insistir para que tomem água com frequência”, orientou.

Medicamentos: automedicação é um risco

Dra. Patrícia fez um alerta sobre o uso indiscriminado de antialérgicos e, principalmente, descongestionantes nasais que contenham nafazolina e similares.

“Esse tipo de substância pode até levar uma criança a óbito. É extremamente contraindicado. Somente o médico pode avaliar a necessidade de prescrição”, reforçou.

Outros fatores de risco

  • Prematuros e crianças com doenças crônicas exigem ainda mais cuidado, principalmente evitando contato com pessoas gripadas.
  • Fumaça de queimadas e cigarro podem desencadear crises semelhantes à asma. Mesmo quem fuma fora de casa leva o cheiro impregnado nas roupas, o que já é prejudicial.
  • O período mais crítico é entre outono e fim do inverno, quando aumentam os casos de pneumonia, bronquiolite e crises de asma, lotando enfermarias e UTIs.

A pediatra reforça que ninguém conhece melhor a criança do que os próprios pais. Observar o comportamento, o olhar e os sinais de desconforto é fundamental para agir rapidamente e evitar complicações.

“Os cuidados não podem se limitar a esta época do ano. É preciso manter atenção durante todas as estações, adaptando os hábitos conforme as mudanças climáticas”, finalizou.

Confira a entrevista:

 

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