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Por AUGUSTA RUFINO
No quadro Reflexão e Positividade, Ivete Sigristi falou sobre autoconhecimento, foco, mudanças de ambiente e a importância de não desistir dos próprios objetivos
Em meio à correria de uma manhã comum, quando o despertador toca, as notificações chegam antes mesmo do primeiro café e a rotina parece empurrar as pessoas para frente sem dar tempo para pensar, uma pergunta ecoou pelos microfones da Jovem Pan 99,5 FM, do Grupo Difusora, nesta quarta-feira (17): o que está movendo você hoje?
Foi a partir dessa provocação que o quadro Reflexão e Positividade recebeu a mentora, palestrante, psicanalista e fisioterapeuta Ivete Sigristi para uma conversa sobre propósito de vida, perseverança e a necessidade de encontrar sentido na caminhada, mesmo diante dos obstáculos.
Durante a entrevista, o bate-papo conduziu à uma reflexão que serviu como ponto de partida para os ouvintes: uma pessoa sabe para onde está indo e compreende a razão de estar caminhando, as dificuldades deixam de ser um ponto final e passam a ser apenas parte do percurso.
Ivete destacou que todos os dias exigem uma decisão consciente de continuar.
“Quem tem certeza de onde quer chegar não se importa com os barulhos do caminho”, afirmou.
Para a mentora, é preciso acordar diariamente com um motivo para fazer acontecer, com clareza sobre os objetivos e confiança suficiente para não permitir que críticas, dúvidas ou ambientes negativos desviem a atenção daquilo que realmente importa.
Ao longo da conversa, uma das mensagens centrais foi a diferença entre parar e desistir.
Para Ivete, descansar é necessário. Abandonar o propósito, não.
Ela convidou os ouvintes a interromperem por alguns minutos o piloto automático para observarem a própria rotina, os desafios do dia e aquilo que realmente tem ocupado seus pensamentos.
“Você não tem a opção de desistir, mas pode fazer uma pausa para respirar, recalcular a rota e continuar”, resumiu.
A reflexão ganhou ainda mais força quando Augusta chamou a atenção para algo simples, mas frequentemente ignorado: mesmo cansadas, as pessoas continuam seguindo em frente.
“Talvez você nem tenha tomado seu café direito hoje. Talvez tenha dormido pouco. Mas olha quanta coisa você já fez”, observou a apresentadora.
Outro ponto destacado por Ivete foi a ideia de que o verdadeiro propósito não está apenas relacionado à realização pessoal.
Segundo ela, a missão de cada pessoa também está ligada ao impacto que deixa na vida dos outros.
“O maior propósito da nossa vida não está apenas em sermos bons para nós mesmos, mas em alcançarmos e transformarmos as pessoas que estão ao nosso redor”, afirmou.
Ao citar uma passagem bíblica de Gálatas 6:9, a entrevistada reforçou a importância da perseverança, mas fez uma observação importante: antes de cuidar dos outros, é preciso praticar o bem consigo mesmo.
Ao abordar caminhos práticos para quem sente que está estagnado, Ivete apresentou uma sequência simples, mas poderosa.
Segundo ela, novos resultados exigem novas ações. Novas ações nascem de novas ideias. E novas ideias costumam surgir quando a pessoa se permite frequentar ambientes diferentes e conviver com pessoas que acrescentam algo ao seu crescimento.
A palestrante contou que essa foi uma experiência vivida por ela própria. Relatou que precisou mudar ambientes, rever amizades e enfrentar períodos de solitude para conseguir avançar em seus projetos e construir a trajetória que possui hoje.
“Solitude não é solidão. É o momento em que você está consigo mesmo para crescer, amadurecer e entender quem realmente é”, explicou.
Em um dos momentos mais marcantes da entrevista, ficou claro que Ivete não falava apenas de teoria.
Ao lembrar o trabalho desenvolvido pela entrevistada à frente do Lar dos Idosos Refúgio Jeová Rafa, além da atuação como mentora e palestrante, foi observado que sua trajetória demonstra, na prática, o resultado de uma vida guiada por propósito e ação.
A partir dessa observação, surgiu uma pergunta direta: como permanecer fiel aos próprios sonhos diante das críticas e dos ruídos externos?
A resposta veio acompanhada de um conselho atual e provocador.
Ivete recomendou reduzir o tempo gasto nas redes sociais e limitar a exposição constante a conteúdos que geram desgaste emocional.
Segundo ela, muitas pessoas acabam consumindo sua energia em informações e discussões que não contribuem para seus objetivos.
“Não é apenas sobre o que precisamos fazer. Também é sobre aquilo que precisamos deixar de fazer”, afirmou.
Ela também incentivou os ouvintes a se afastarem de ambientes que drenam energia, alimentam a negatividade ou impedem o crescimento pessoal.
Ao final da entrevista, a mentora fez uma reflexão sincera sobre as renúncias que acompanham qualquer processo de evolução.
Segundo ela, deixar zonas de conforto, rever relacionamentos e abandonar hábitos antigos raramente é fácil.
“Vai doer. Mas é esse processo que faz a gente crescer”, disse.
Toda a conversa pode ser resumida em uma imagem simples: fazer uma pausa para recalcular a rota sem perder de vista o destino.
Uma mensagem especialmente pertinente para tempos marcados pela pressa, pela distração e pelo excesso de informações.
Afinal, como reforçou Ivete durante toda a entrevista, quem conhece o próprio propósito pode até descansar por alguns instantes, mas não abandona a caminhada.
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